segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Show Belém: Porcas Borboletas

A foto mostra um momento de preparação para o show que a banda mineira Porcas Borboletas fez em Belém neste domingo, 25 de setembro, no Café com Arte. O show foi acertado poucos dias antes pela produtora Bárbara Andrade, do Coletivo Megafônica, que aproveitou a vinda do sexteto para o Conexão Vivo Castanhal, onde Porcas tocaram na véspera, tendo como convidado o pernambucano Otto, repetindo a dobradinha que já tinha sido feita no Conexão de Juiz de Fora (MG), no dia 9.

Particularmente não vejo muita ligação do som de Porcas com o do Otto, que usa uma estrutura mais tradicional de composições, enquanto o grupo mineiro investe forte na invenção formal. Um de seus temas mais conhecidos, por exemplo, "Nome Próprio" (que foi trilha do filme de Murilo Salles), tem poucos versos, repetidos em gritos embalados por guitarras nervosas, o que também vemos em "Super-Herói Playboy". O que não quer dizer, claro, que Porcas não saiba fazer música num estilo mais tradicional, quando quer (basta citar a hilária "Cerveja", que encerrou o show em Belém, cantada pelos guitarristas Enzo e Moita, enquanto o vocalista Danislau circulava pela plateia, cumprimentando um a um todos os espectadores - o que foi possível porque havia muito pouca gente prestigiando o show).

Quem foi ganhou o domingo, pois viu um show divertido, duma banda muita boa, com um vocalista performático (que arrematou a apresentação plantando bananeira na penúltima música) e mandando um som instigante. A banda chega a ter um integrante, Ricardim, responsável pelos "barulhos" - sim. Ele fica no palco com uma mesa à frente, tendo ali apitos, brinquedos sonoros e bases pré-gravadas, que servem para dar o clima a diversas canções, com efeitos que vão desde a narração de um jogo de futebol até o som do vento.

Antes de Porcas, tocou Stereoscope (uma das mais competentes bandas paraenses, cujo show é sempre sinônimo de qualidade) e, na abertura, a banda Iza.

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