domingo, 20 de novembro de 2011

Me Formei, E Agora?: Evitando o Pensamento Mágico

No dia 23 de setembro, realizei na Saraiva MegaStore de Belém (PA) uma palestra com o mesmo nome do meu Workshop já divulgado aqui - Me Formei, E Agora? A ideia foi utilizar a palestra para expor os principais conceitos do workshop, sendo esta a primeira vez que o workshop, que até aqui vem acontecendo sempre de forma virtual, pela internet, foi abordado diante de uma plateia - não muito numerosa, como se pode ver pelas fotos de Tainah Fagundes, mas atenta e interessada.

Quando falei sobre os Cinco Valores que, acredito, devam estar presentes em todas nossas atividades profissionais – Currículo, Experiência, Remuneração, Contatos e Projeção, um rapaz me perguntou se há alguns deles que sejam mais importantes que outros. Por exemplo, se deveríamos sempre dar preferência a uma oportunidade profissional que proporcionasse maior remuneração. Respondi que cada caso é um caso, em algumas vezes você pode até aceitar um emprego que não pague tão bem, mas que represente uma experiência que você queira ter naquele momento (seria o caso, digamos, de quem saísse de uma redação de telejornal para trabalhar em rádio porque fez esta escolha). Mas que, por experiência própria, tenho quase certeza absoluta que, quando você faz algo movido apenas pela remuneração, a chance de êxito é bem pequena.

E é claro que, como sempre acontece, nem todo mundo conseguiu ver os conceitos que tentei passar como algo que cada um deve buscar adaptar para a sua realidade/ vivência e buscar construir a partir dali. Há quem vá para uma palestra desse tipo buscando alguma solução milagrosa. Justamente por isto, eu sempre advirto para que se evite o “pensamento mágico” no planejamento e gestão de carreira, em qualquer ocasião.

O que é o “pensamento mágico”? É acreditar que o seu sucesso depende de fatores desprovidos de qualquer lógica – você conseguir um emprego porque assim diz no horóscopo, ou imaginar que vai obter um novo contrato porque levantou hoje com o pé direito, coisas assim.

Enfim, houve de fato um outro rapaz que foi com a expectativa de entender porque não consegue estágio nem emprego na área de Jornalismo. Pedi a ele que descrevesse rapidamente o que tem feito e o que, de fato, quer fazer – ou seja, qual seria o seu foco na profissão (por exemplo, ser produtor de TV? Repórter fotográfico de jornal?). Ele confessou que ainda não definiu um foco, mas que tem tentado de tudo: estágio acadêmico, emprego em TV, assessoria etc. etc. Para mim, aí pode estar o fator que impede o sucesso – não se tendo um foco, passa-se a “atirar para todo lado” e aí a chance de êxito reduz muito, pois é impossível que todos os lugares onde ele tente uma colocação o vejam como alguém com o perfil desejado. Afinal, você só poderá atender a expectativa de quase todos os empregadores se esta expectativa for bem básica – qualquer veículo precisa de alguém para a editoria de Geral, por exemplo, mas justamente porque todo diplomado pode ocupar esta vaga, a remuneração não é das melhores e você não é visto como alguém especial que deve ser mantido na equipe, e sim como um “substituível” a qualquer momento.

Nenhum comentário:

Postar um comentário