sexta-feira, 30 de março de 2012

Show Rio de Janeiro: Bid no Sonoridades

Por Silvio M. Santos (Zekatraca), de Porto Velho

A convite do Instituto Oi Futuro assistimos na última quarta feira, 28, no Teatro Casa Grande o espetáculo (literalmente) musical com Bid e o repertório do CD Bamba Dois, dentro da programação do Festival Sonoridades 2012 que tem como produtor, nada mais, nada menos que Nelson Motta.

O que assistimos no Teatro Casa Grande que por sinal ficou pequeno para tantos fãs do Bid e seus convidados podemos classificar como a fusão feliz dos ritmos brasileiros com o reggae jamaicano.

Na realidade, se o Bid levasse todos os convidados que participaram do CD certamente o show amanheceria e o público continuaria pedindo mais.

Dos mais de 15 participantes do disco, Bid convidou apenas os jamaicanos Sizzla, Kymani Marley e Luciano Royal mais o Chico Cesar.

Agora os integrantes da banda do Bid são um caso fora de série, principalmente o naipe de percussionistas que tiram dos seus instrumentos uma sonoridade que deixa qualquer ser humano deslumbrado com o contagiante rufar dos tambores que num passe de mágica, saem do reggae jamaicano de raiz para a raiz de ritmos brasileiros como o maracatu, o baião de Luiz Gonzaga e o samba sincopado do Jackson do Pandeiro. O guitarrista, juntamente com o sanfoneiro, tecladista, naipe de metais e o DJ complementam o som da guitarra do base do Bid e do contrabaixo espetacular e mais a voz do regueiro brasileiro que está despontando, Lúcio Maia.

Chico Cesar abriu o espetáculo com o sucesso Mama África

e finalizou com Só Quero Um Xodó

Chico César inicia o show cantando sua "Mama África", e quando a gente pensa que o negócio vai ficar no empacotador das Casas Bahia, surge o jamaicano Sizzla cantando uma de suas composições sem ferir a harmonia da música do Chico e os dois protagonizam um dueto poucas vezes visto e tão bem sincronizado. O espetáculo estava apenas começando e nós pobres mortais na platéia sentimos que a partir daquele momento, ninguém poderia dizer que algo igual ainda iria acontecer.


Sizzla da Jamaica entrou e integrou o reggae da sua terra com o reggae do Chico Cesar

Quando Bid convidou o Luciano o Teatro quase vem abaixo, Luciano aos 47 anos, é sinônimo de velha guarda na Jamaica com suas letras positivas e seu apego aos ideais rastafari. Naquela noite memorável Luciano foi o símbolo do reggae jamaicano, sua maneira de interpretar as canções e dançar deixou a platéia solta, tão solta que o espaço ficou pequeno para a coreografia que todos passamos a dançar.

Luciano encantou com seu reggae de letra positiva

e também cantou Beatles, foi espetacular

Passaríamos horas e horas, escrevendo sobre o espetáculo musical que o Oi Futuro nos proporcionou, porém, como não temos o espaço suficiente, vamos apenas agradecer a direção e a equipe do Instituto Oi Futuro que nos proporcionou um dia maravilhoso na cidade maravilhosa que é o Rio de Janeiro. Obrigado!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Aviso sobre o Curso de Jornalismo Cultural


Car@s amig@s deste blog,

Fui informado há pouco que a rádio Unama FM, de Belém (PA), está veiculando chamadas sobre inscrições abertas para o nosso Curso à distância de Jornalismo Cultural.

Gostaria de informar, portanto, que na verdade não há inscrições abertas para novas turmas. Estamos atendendo normalmente a turma que se inscreveu em janeiro, bem como algumas pendências (relativas a certificados) de turmas anteriores.

Também não temos previsão de abertura de novas turmas. Em primeiro lugar, porque atualmente estou priorizando a resolução de questões familiares em Porto Alegre (RS). Em segundo lugar, porque é minha intenção reformular o curso, que passou por poucas alterações desde que foi lançado, em 2006. Já é hora de uma revisão.

Estejam certos de que tão logo a nova versão do Curso estiver pronta, abriremos inscrições e informaremos toda a imprensa brasileira de imediato.

Grato,
Fabio Gomes

quinta-feira, 15 de março de 2012

Música Porto Alegre: Overall Locals Only

Show Porto Alegre: Badhoneys e Valina


A dica era da minha amiga Renata Brant, a carioca blogueira do Na Veia, e parecia à prova de erro: a banda gaúcha Badhoneys tocaria em Porto Alegre no domingo, 11 de março, no histórico bar Garagem Hermética, ao lado dos conterrâneos do Campbell Trio, do jazzístico Dias-Rieger-Armani e ainda de uma atração internacional: os austríacos da Valina. E não deu outra: foi uma bela noite de sonzera.

Eu até tinha pensado em não programar nenhuma saída pra noite daquele domingo, e não era pra menos: afinal, cheguei em Porto Alegre perto do meio-dia, depois de voar mais de sete horas desde Belém. Mas o convite era irresistível, e o cansaço foi resolvido com uma boa tarde de sono. Felizmente acordei a tempo (a festa estava anunciada pra começar às 19h) e perto de 19h40 eu já estava no rumo da Garagem, onde eu nunca havia entrado antes disso (sic!)


Badhoneys

Passava pouco das 20h quando o Campbell Trio iniciou os trabalhos. Fica difícil comentar o show da banda, já que o microfone do vocalista não funcionou em momento algum (sic!!!). Foi possível constatar que instrumentalmente o grupo tem uma boa pegada de rock'n'roll, mas mais que isso não tem como dizer.

Quando a Badhoneys entrou no palco, avisei a vocalista, Giana Cognato, do problema com o microfone (ela usaria o mesmo). As primeiras músicas ficaram um pouco prejudicadas, mas lá pra terceira os berros dela de Aumenta o vocaaaaaal foram atendidos e a partir dali a coisa fluiu melhor.

Curti muito o som da Badhoneys, que também investe num rock com pegada, até peso, porém com sutilezas melódicas aqui e ali (depois a Giana me disse que esses são os aspectos bad e honey que formam o nome da banda). Boa parte das canções apresentadas nessa noite fazem parte do EP Harper (capa ao lado), que em breve será lançado aqui pelo Jornalismo Cultural.

Após o show, saí da Garagem pra conversar com os Badhoneys (o que fez com que eu perdesse o show de Dias-Rieger-Armani). Descobri que já conhecia o baixista Rodrigo Souto - ele estudou Publicidade na Fabico/UFRGS na mesma época em que fiz Jornalismo lá. A realidade que o trio (completado pelo baterista Stefano Fell) vive é comum à maioria das bandas independentes que você e eu conhecemos: todos têm outra fonte de renda que não a música; os principais avanços - como a gravação do EP, filmagem de clipe etc. - se dão a partir de investimentos próprios, algumas vezes combinados com alguma colaboração de amigos (a popular brodagem). Mas nada substitui a satisfação que eles experimentam ao ver músicas que escreveram serem cantadas juntas pela galera. :)

O papo teve uma pausa pra gente ver o estupendo show de Valina. Os austríacos tavam botando a Garagem abaixo, num show que a Giana já na segunda música rotulou como histórico, quando infelizmente passando pouco das 22h30 a gerência da casa pediu aos europeus que parassem o show, pois os vizinhos já estavam reclamando do barulho (ah, Porto Alegre...). Rolou ainda só mais uma e aí de fato os trabalhos musicais tiveram que ser suspensos. Ah, sim: na hora do show da Valina o som tava ÓTIMO!

Valeu a dica, Renata!