quinta-feira, 15 de março de 2012

Show Porto Alegre: Badhoneys e Valina


A dica era da minha amiga Renata Brant, a carioca blogueira do Na Veia, e parecia à prova de erro: a banda gaúcha Badhoneys tocaria em Porto Alegre no domingo, 11 de março, no histórico bar Garagem Hermética, ao lado dos conterrâneos do Campbell Trio, do jazzístico Dias-Rieger-Armani e ainda de uma atração internacional: os austríacos da Valina. E não deu outra: foi uma bela noite de sonzera.

Eu até tinha pensado em não programar nenhuma saída pra noite daquele domingo, e não era pra menos: afinal, cheguei em Porto Alegre perto do meio-dia, depois de voar mais de sete horas desde Belém. Mas o convite era irresistível, e o cansaço foi resolvido com uma boa tarde de sono. Felizmente acordei a tempo (a festa estava anunciada pra começar às 19h) e perto de 19h40 eu já estava no rumo da Garagem, onde eu nunca havia entrado antes disso (sic!)


Badhoneys

Passava pouco das 20h quando o Campbell Trio iniciou os trabalhos. Fica difícil comentar o show da banda, já que o microfone do vocalista não funcionou em momento algum (sic!!!). Foi possível constatar que instrumentalmente o grupo tem uma boa pegada de rock'n'roll, mas mais que isso não tem como dizer.

Quando a Badhoneys entrou no palco, avisei a vocalista, Giana Cognato, do problema com o microfone (ela usaria o mesmo). As primeiras músicas ficaram um pouco prejudicadas, mas lá pra terceira os berros dela de Aumenta o vocaaaaaal foram atendidos e a partir dali a coisa fluiu melhor.

Curti muito o som da Badhoneys, que também investe num rock com pegada, até peso, porém com sutilezas melódicas aqui e ali (depois a Giana me disse que esses são os aspectos bad e honey que formam o nome da banda). Boa parte das canções apresentadas nessa noite fazem parte do EP Harper (capa ao lado), que em breve será lançado aqui pelo Jornalismo Cultural.

Após o show, saí da Garagem pra conversar com os Badhoneys (o que fez com que eu perdesse o show de Dias-Rieger-Armani). Descobri que já conhecia o baixista Rodrigo Souto - ele estudou Publicidade na Fabico/UFRGS na mesma época em que fiz Jornalismo lá. A realidade que o trio (completado pelo baterista Stefano Fell) vive é comum à maioria das bandas independentes que você e eu conhecemos: todos têm outra fonte de renda que não a música; os principais avanços - como a gravação do EP, filmagem de clipe etc. - se dão a partir de investimentos próprios, algumas vezes combinados com alguma colaboração de amigos (a popular brodagem). Mas nada substitui a satisfação que eles experimentam ao ver músicas que escreveram serem cantadas juntas pela galera. :)

O papo teve uma pausa pra gente ver o estupendo show de Valina. Os austríacos tavam botando a Garagem abaixo, num show que a Giana já na segunda música rotulou como histórico, quando infelizmente passando pouco das 22h30 a gerência da casa pediu aos europeus que parassem o show, pois os vizinhos já estavam reclamando do barulho (ah, Porto Alegre...). Rolou ainda só mais uma e aí de fato os trabalhos musicais tiveram que ser suspensos. Ah, sim: na hora do show da Valina o som tava ÓTIMO!

Valeu a dica, Renata!

5 comentários:

  1. Aeee, muito obrigada por ter aparecido lá Fábio! Foi muito massa te conhecer e espere nossa ligação para andar na kombi rumo aos shows do interior ;)
    bjão

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  2. NUNCA VI UMA BANDA BRASILEIRA TAO BOA...

    ISSO SIM É ROCK DE VERDADE !

    QUERO VER VOCES AQUI EM ILHEUS-BAHIA !

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  3. Grande matéria Fábio! Valeu mto pela presença e pelas palavras bacanas. Abraço!

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  4. Gi e Rodrigo, eu é que agradeço a receptividade, vocês praticamente me receberam de volta em Porto Alegre depois de um ano e meio de Belém (eheh).

    Renata, veja um show da banda urgente! É sério. Te vira aí (rsrs).

    Quanto ao Anônimo de Ilhéus, com certeza a banda é "tri afim" de tocar na Bahia, está aguardando convite de algum contratante. Valeu a visita ao blog!

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