quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Artistas paraenses colaboram para o edital do Teatro Waldemar Henrique


Por Raissa Lennon,
de Belém

Depois de muitas reuniões e conversas com a classe artística, a formatação do edital de projetos 2013 do Teatro Experimental Waldemar Henrique está cada vez mais próxima de ser finalizada. Segundo o diretor do teatro, o músico Salomão Habib é provável que no final de março o edital já esteja pronto. No dia 14 de fevereiro, aconteceu a última reunião entre representantes da classe artística paraense e gestores da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves.



“Estamos trabalhando para que esse edital fique pronto logo, mas isso dependerá de uma série de demandas que precisam ser acertadas. Já acabamos de fazer o recolhimento das opiniões da classe artística e agora estamos resolvendo as questões burocráticas”, explicou Habib.

Os artistas colaboraram com a definição de julgamento no edital, de maneira transparente. Como o teatro Waldemar tem especificidades – é menor do que os outros teatros da cidade -, os critérios que são normalmente utilizados em editais, tais como abrangência do projeto, originalidade, entre outros, não puderam ser transferidos, de forma integral, para seus projetos.

No inicio deste mês, artistas de diversas linguagens encaminhou propostas de critérios avaliativos, para o e-mail da Gerente de Linguagem Sonora da Fundação, Jamily Sampaio. As propostas foram analisadas pelos gestores da Fundação Tancredo Neves.

O rapper Bruno B.O e o guitarrista Pio Lobato foram escolhidos representantes do Grupo de Trabalho (GT) da área musical. Bruno B.O acredita que o debate ente a classe artística e os representantes da Fundação Tancredo Neves é importante para o desenvolvimento cultural da cidade, mas também relata que essa iniciativa precisa ser mais abrangente.

- Eu acho muito interessante esse tipo de trabalho, porque até então ainda não tínhamos nenhuma discussão ou debate a respeito de editais para cultura. Mas ao mesmo tempo é triste porque essa iniciativa deveria ser muito maior, e levada para os outros teatros e lugares - acredita o rapper.

Para Salomão Habib, a ideia é que essa iniciativa seja ampliada para outros lugares também:

- O feedback com a classe artística é muito importante já que o edital está destinado para eles. E por causa dessa conversa se tem mudanças significativas no edital, por exemplo, o projeto “Pauta Residência” era destinado só ao teatro, agora se expandiu para teatro e dança.

Bruno B.O. alerta que “os artistas também tem que participar dos debates, por exemplo, se tem uma banda com cinco músicos, não é possível que pelo menos um não possa ir. A participação é essencial para fazer uma pressão visual, e mostrar para os representantes do Estado que nos estamos interessados em transformação.  Eu acho que este é o primeiro passo, de uma política de transformação cultural. É claro que todo o edital tem seus defeitos, esse com certeza vai ter, porque sempre vai ter um segmento artístico que vai achar que não foi contemplado como deveria, mas isso é a democracia. Talvez esse possa ser um dos editais mais interessantes lançados até agora”.

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