sexta-feira, 26 de abril de 2013

Meu encontro com alunos da PUC-SP

 Na noite da quinta, 18 de abril, participei de um encontro com alunos da disciplina de Jornalismo Alternativo da PUC-SP, a convite da professora Anna Feldmann. O convite chegara por e-mail em 6 de março, e o encontro foi viabilizado devido à minha ida à capital paulista para cobertura do show de Luê no Tom Jazz, no dia 17 (foto ao lado - http://somdonorte.blogspot.com.br/2013/04/foi-show-lue-em-sao-paulo.html).  

Uma pena que nesta rápida passagem pela Paulicéia, eu me encontrava muito gripado. Outra gripe quase me fizera temer, no começo do mês, pelo êxito dos Workshops agendados para Macapá, porém me recuperei a tempo. Ao voltar a Belém, no dia 14, porém, acabei gripando de novo, e neste caso ir do Pará a São Paulo, onde fazia 20 graus a menos, acabou não ajudando muito na minha recuperação... Mas enfim, felizmente na pouco mais de uma hora que durou meu encontro com os alunos da PUC, a gripe acabou atrapalhando muito pouco (graças a Deus!).

Inicialmente, encontrei com a professora Anna numa padaria próxima à PUC, onde por uma incrível coincicência estava na mesma hora o jornalista Fábio Massari (ex-MTV Brasil). Confirmando com Anna que o Fabio-jornalista-cultural que ela queria em sua aula era eu mesmo, fomos para a universidade. 

Nessa noite, segundo a professora, aconteceu algo inusitado: todos os alunos chegaram cedo (algo raro numa turma noturna, já que a maioria recorre a esse horário por trabalhar durante o dia). Anna revelou que a preferência por meu nome se deu não só pelo meu trabalho à frente dos blogs Jornalismo Cultural e Som do Norte, mas também por causa do workshop Me Formei, E Agora?

Naturalmente, uma das perguntas foi sobre a atual cena musical de Belém. Um amigo de um dos alunos estivera recentemente na capital paraense, e seu depoimento foi de que "a cena de Belém ferve". Foi ótimo ouvir isto de outra pessoa, já que às vezes eu falo e tem gente que toma como ironia. Comentei que quem mora fora do Pará geralmente conhece apenas parte da cena, a que consegue circular mais facilmente devido a ser percebida com um certo grau de exotismo (casos de Gaby Amarantos, Felipe Cordeiro, Lia Sophia e da própria Luê), o que, é claro, não significa que não se tratem de artistas com reconhecido talento. Mas há outros tantos talentos no Pará, dedicados à MPB, ao samba, ao jazz, ao rock, e seus trabalhos não têm a mesma facilidade de circulação do que os citados, creio eu que pela falta de elementos que possam ser considerados exóticos pela mídia do Sudeste.

 Aproveitei para mostrar, pela primeira vez numa sala de aula, o Mapeamento da produção musical do Norte que estou realizando através do Som do Norte  - http://somdonorte.blogspot.com.br/search/label/Mapeamento


 Outra curiosidade foi sobre se eu já havia recebido proposta para um dos meus blogs integrar um portal. Respondi que sim, e aproveito para contar aqui no blog esta história pela primeira vez. Em 2010, perto da época de minha mudança de Porto Alegre para Belém, um portal chamado Ecleteca fez esta proposta. Ele já estava englobando uma série de blogs musicais paraenses, e seria natural para eles querer também a inclusão do Som do Norte. A negociação levou vários meses, ficando para ser concluída após minha mudança, em junho. Uma coisa que eu só fui entender já em Belém é que os responsáveis pela Ecleteca queriam que eu abrisse mão do meu endereço www.somdonorte.com.br, ficando os acessos ao meu conteúdo sendo possíveis apenas através da Ecleteca. Inicialmente, eu havia entendido que eles queriam apenas duplicar meu conteúdo num ambiente interno do site deles, e quando entendi o que de fato era proposto, me neguei terminantemente. Primeiro, porque eu estaria entregando todo o conteúdo que eu havia gerado e uma marca que havia construído sozinho; segundo, porque muitos artistas e bandas têm como única citação na internet um link do Som do Norte, e na medida em que o blog mudasse de endereço todos esses links ficariam quebrados. Enfim, não cedi. Em meados de 2011 a Ecleteca saiu do ar.











Outro caso que contei em São Paulo, e já havia contado no Workshop de Macapá, merece menção aqui no blog. No final de 2011, o editor de uma revista de Belém me telefonou propondo que eu escrevesse para sua publicação duas páginas mensais, exclusivas, sobre música paraense. Ele até sugeriu que eu colocasse como título "Som do Norte" como forma de promover meu blog. Porém, não falava em momento algum em pagamento... Resolvi a questão perguntando se, como tem vários colunistas, a revista paga o mesmo a todos ou negocia separadamente com cada um. Relatei à turma que quase pude sentir o pulo do editor do outro lado da linha, antes de responder, firme: "Não nós pagamos nada a ninguém, o nome está dizendo co-la-bo-ra-ção." Retruquei que não sabia que "colaboração" tinha o significado de "escrever de graça"; de todo modo, se mensalmente o editor coloca a revista nas bancas, é evidente que está tendo algum lucro com isso, logo nada mais natural que pagar quem escrevesse para sua publicação. Mas meus argumentos não convenceram o editor da revista, que muito contrariado ainda me disse, antes de desligar na minha cara: É, a gente procura dar oportunidades, mas tem gente que entende, e tem gente que não entende! Donde deduzo que eu sou gente que não entende...


Nenhum comentário:

Postar um comentário