terça-feira, 16 de abril de 2013

Opinião Cinema: Uma História de Amor e Fúria


Por Calila das Mercês, de Salvador

Imagens: Buriti Filmes


De batalhas entre tupinambás e tupiniquins (antes de os europeus chegarem ao Brasil) até 2096, com uma guerra pela água. O longa-metragem de animação nacional, Uma História de Amor e Fúria, escrito e dirigido por Luiz Bolognesi, se utiliza de traço e linguagem de histórias em quadrinhos para falar da história do Brasil. O narrador é um personagem que tem aproximadamente 600 anos e retrata o amor entre ele (herói imortal) e Janaína em diferentes histórias em momentos importantes do país, como a Balaiada e o movimento militar de 1964.



Produzida pela Buriti Filmes, Uma História de Amor e Fúria, primeira animação a concorrer ao troféu Redentor, tem como protagonistas personagens dublados por Selton Mello e Camila Pitanga, além da participação de Rodrigo Santoro. É possível refletir a história do Brasil que, normalmente, é contada sempre pelo “lado que vence”. Este longa mostra o outro lado da história, dá ênfase ao lado que não ganha estátuas nas ruas, o lado que, geralmente, é reprimido e deixado de lado. A releitura da história é feita com bastante criatividade e não se opõe a fazer críticas.


O filme gera um interesse especial quando mostra o Rio de Janeiro no futuro com o problema da escassez de água. Uma análise que serve de alerta e traz a reflexão. Uma História... demonstra ter como público-alvo os mais velhos, embora a classificação seja 12 anos, podendo assim atrair muitos adolescentes e jovens. É a estreia na direção de Bolognesi, roteirista requisitado no circuito nacional – escreveu trabalhos de ótima receptividade, como Bicho de Sete Cabeças, de 2001.


Quem se interessar pelo filme, pode conferi-lo no Espaço Itaú de Cinema - Glauber Rocha, localizado na Praça Castro Alves, s/n - Centro, em Salvador e em outros cinemas de shoppings centers localizados na cidade. O filme está também em cartaz em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre.

Rodrigo Santoro, Selton Mello e Camila Pitanga

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