sexta-feira, 17 de maio de 2013

Ovelha Pergunta para Monique Malcher


Em entrevista à fan page da agência de comunicação integrada Ovelha Negra, a jovem jornalista cultural paraense Monique Malcher citou o editor do blog Jornalismo Cultural, Fabio Gomes, como alguém cujo trabalho ela admira e sempre acompanha. A entrevista foi publicada apenas no Facebook, na fan page da Ovelha Negra, na terça, 14 de maio. É um depoimento importante que mostra um pouco a realidade de trabalhar nesta área no Norte do país, e demonstra a força de vontade de quem não se deixa abater com as dificuldades. 

Conheça a fan page da Ovelha Negra - https://www.facebook.com/OvelhaON - e, claro, o blog da Monique -  http://moniquemalcher.blogspot.com.br
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OVELHA PERGUNTA PARA MONIQUE MALCHER

Monique Malcher para quem não sabe é uma mocoronga (e isso não é um xingamento, hein?), como popularmente dizem para quem nasce em Santarém (PA). Mas ela mora aqui em Belém há quase sete anos, veio para estudar e fincou os pés e o coração aqui. ♥. É jornalista formada pela Universidade da Amazônia com diploma na mão desde dezembro do ano passado.

Divide seu tempo como jornalista na Fundação Cultural Tancredo Neves e para um site chamado "Diário 24h" (antigo Ache Belém) em que escreve sobre entretenimento. Também é colaboradora de música da Gotazkaen e assessora da Black Soul Samba. Já trabalhou como assessora de imprensa da Casa de Cultura Digital, de festas, de bandas como a Turbo e recentemente da Zeromou, esse último trabalho feito em conjunto com as amigas Renata Caraih (que já esteve aqui, ela é dona da página Salve Job) e Katherine Mesquita, brevemente elas serão donas de uma empresa junto com a Monique. Vem coisa boa por aí, hein?!

Por enquanto, a gente conhece um pouco mais da jornalista e do trabalho de Monique Malcher aqui em nosso Ovelha Pergunta. 

Acompanhe:

OVELHA - Quais as dores e delícias de se trabalhar com jornalismo cultural no Pará?

MONIQUE MALCHER - Escrever sobre cultura sempre foi uma cachaça pra mim, um vício ao qual me dedico de corpo e alma. Tudo começou com o meu blog pessoal que tem quase dois anos, lá escrevo sobre música e outros tipos de arte que eu gosto, por causa dele muitas pessoas conheceram meu trabalho. Sempre me perguntam se eu gosto de tudo, já que por lá só tem textos elogiosos, e sempre respondo a mesma coisa: é um blog de uma garota que curte música, lá escrevo só sobre o que gosto, o que eu não gosto não tem espaço na minha vida, nem tempo reservado. Não sou uma crítica, se você entendeu dessa forma sinto muito lhe dizer que você está equivocado.

Não tenho tanta experiência assim para dizer como é trabalhar com jornalismo cultural aqui no Pará, ou talvez eu tenha, é confuso responder isso porque sinto que sei 5% do que é preciso saber, sou muito severa com o que produzo e sempre estou empenhada em me reciclar, em acompanhar jornalistas que admiro como Fabio Gomes, Márcia Carvalho, Ismael Machado, Lorenna Montenegro e Lucas Padilha. Nunca estou satisfeita com os meus textos (risos).

Tenho apenas 24 anos, mas sei que fazer jornalismo cultural não é nada fácil, tem sempre alguém achando que sabe fazer o seu trabalho ou que sua idade fala algo sobre você. Ainda mais com tanto material que se tem aqui no Estado, às vezes o assunto "cultura" é deixado de lado, não ganha a importância que precisa, ou está apenas em lugares destinados a isso. Também se enfrenta dificuldades quando você faz assessoria de imprensa, às vezes o profissional é discriminado e não é considerado jornalista de fato, o que acho uma enorme bobagem.

No começo trabalhei bastante de graça, eu queria escrever, não me importava com nada além de narrar as histórias que estavam no ar, aí percebi que não era mais apenas um passatempo, era o que eu sabia fazer, o que eu amo. Não há dificuldade para mim porque tudo que acontece de ruim nessa profissão eu tomo como aprendizado e aprender é bom. Estou aqui para ser a flor que fura o asfalto, gosto de trabalhar nos bastidores, gosto de ser um meio para a mensagem ir o mais longe possível, porque comunicar a cultura é estimular a educação, a vida, o futuro, nada me dá mais tesão que isso.

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