quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Música Rio de Janeiro: Dois Tempos de um Lugar




Mostra Paulicéia Carioca

apresenta

Paulo Monarco e Dandara em

“Dois Tempos de um Lugar”

Dias 4 e 5 de setembro, às 20h, no Teatro Municipal Café Pequeno

Nas quartas e quintas-feiras de 28 de agosto a 19 de setembro, o Teatro Municipal Café Pequeno recebe grupos da nova cena da MPB de São Paulo. A Mostra Paulicéia Carioca convida cinco grupos paulistas para os palcos cariocas.

A dupla Paulo Monarco e Dandara apresenta o show “Dois Tempos de um Lugar” nos dias 4 e 5 de setembro. No espetáculo, personagens que se entrelaçam através das canções, dão vida à história de dois jovens artistas e suas inquietudes. A inquietude e a necessidade de se reinventar - que hora ou outra leva pessoas a se reconhecerem no caminho - é que conduzem esse encontro de Paulo Monarco e Dandara.

A história é longa, apesar da pouca idade, e traz consigo algo fundamental: a força dos grandes artistas, sempre apontando para a reinvenção, provocando, arriscando. No repertório, canções de Paulo Monarco e seus parceiros e de outros compositores como Mauricio Pereira, Túlio Borges, Bernardo Bravo, Du Gomide e Celso Viáfora. Com participação de Marcelo Pretto, direção cênica e roteiro de Maristela Chelala.

Dandara é um caso raro de cantora com características muito próprias. Além de uma técnica apurada e timbre de voz incomum, é uma intérprete vigorosa, de presença de palco forte e sensivel. Aos 22 anos de idade e 6 anos de carreira, já foi diversas vezes premiada em festivais de música brasileira por todo país. Destes prêmios destacam-se o 1º Lugar no 36º Festival de Música Brasileira de Ilha Solteira com a música “Pirataria”, que compôs com sua mãe, Ieda Varejão, e o Prêmio Musique do Estadão Edição Tom Zé, no qual foi intérprete de “Pavana Para Uma Terra Viva” canção vencedora escolhida pelo próprio Tom Zé.

Em sua formação musical, Dandara passou pela ULM (Escola de Música do Estado de São Paulo Tom Jobim), Pat Escobar, Jeane LoVetri (New York/USA) e outros. Em 2013 o produtor e DJ alemão Markus Popp lançou na Europa, Estados Unidos e Japão o disco “Calidostópia”, no qual Dandara participa como cantora e compositora em 5 faixas.

Paulo Monarco iniciou sua trajetória em Cuiabá, onde participou de muitos trabalhos como compositor, músico, arranjador, diretor, produtor, e, principalmente como intérprete de suas próprias canções. Em 2009 lançou no teatro do SESC Arsenal, em Cuiabá a edição limitada do EP “Malabares com Farinha”. Desde então, iniciou constantes excursões pelo interior do Brasil, percorrendo várias regiões e se apresentando em festivais – Fampop e Prêmio Botucanto -, mostras e feiras de música - Femucic, Feira da Música de Fortaleza e Conexão Vivo. Como compositor teve músicas gravadas por proeminentes artistas da cena paulistana como Graça Cunha, Celso Viáfora e Pedro Viáfora. Já se apresentou em importantes teatros e casas de show em São Paulo, como Memorial da América Latina e Tom Jazz. Vem trabalhando na gravação do seu álbum solo “Inteiro”, com direção musical de Swami Jr., repleto de parcerias inéditas, com Celso Viáfora, Dulce Quental, Suely Mesquita, Zeca Baleiro, e com produção de Tó Brandileone e Bruno Giorgi.


SERVIÇO

Dias 04 e 05 de setembro (quarta e quinta-feira), às 20h
Local: Teatro Municipal Café Pequeno (Av. Ataulfo de Paiva, 269 – Leblon)
Telefone: (21) 2294-4480
Horários: quarta e quinta-feira, às 20h
Ingressos: R$30,00
Bilheteria: de quarta a domingo, das 16h até o início do espetáculo
Capacidade: 80 lugares
Classificação indicativa: 18 anos
Duração: 80 minutos

*A casa possui um café que serve bebidas e porções e abre sempre 01 hora antes do espetáculo.


Teatro Rio de Janeiro: Edukators



"Edukators [...] é o sopro de vitalidade na cena teatral carioca.
Trata-se de um espetáculo vigoroso, apaixonado e que
interage bem com a linguagem cinematográfica
sem deixar de ser essencialmente teatral."
Mauro Ferreira - jornalista e jurado do prêmio APTR - 18/01/2013


Adaptado do clássico do cinema alemão de Hans Weingartner, Edukators fará uma nova temporada no Rio, agora no Teatro Ipanema, a partir de 30 de agosto. O espetáculo sintetiza a indignação de uma geração órfã de revoluções. Com adaptação para o teatro de Rafael Gomes e direção de João Fonseca, o elenco é formado por Edmilson Barros, Fabrício Belsoff, Natália Lage e Pablo Sanábio.

Rebeldes contemporâneos, Jan (Fabrício) e Peter (Pablo) se autodenominam os “educadores”, donos de uma revolução simbólica e pacifista: eles invadem mansões, trocam móveis e objetos de lugar e disseminam mensagens de protesto. Tudo vai bem até um erro crucial durante a invasão da mansão de um milionário, que leva a um sequestro. Em Edukators, o conflito de gerações costura o retrato de uma juventude que não acredita em nada, mas nitidamente sente falta das utopias.

O espetáculo, que fez temporadas no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, entrará em turnê nacional no segundo semestre de 2013.
  
FICHA TÉCNICA

Dramaturgia Original: Rafael Gomes
Direção: João Fonseca
Direção de Produção: Maria Siman
Elenco: Edmilson Barros, Fabrício Belsoff, Natália Lage e Pablo Sanábio
Diretor Assistente: Diogo Liberano
Cenário: Nello Marrese
Iluminação: Luiz Paulo Nenen
Figurinos: Bruno Perlatto
Trilha Sonora: Rodrigo Penna
Direção de Movimento: Rafaela Amado
Produção Executiva: Luciano Marcelo e Gabriela Mendonça
Idealização do Projeto: Pablo Sanábio
Produtores Associados: Pablo Sanábio e Maria Siman
Produção: Primeira Página Produções Culturais e O Menino e as Ideias Entretenimento.


SERVIÇO

Temporada: 30 de Agosto a 28 de Setembro (sábado)
Local: Teatro Ipanema – Rua Visconde de Pirajá, 824
Informações: 2267-3750
Horário: Sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 19h
Duração: 90 minutos
Classificação: 14 anos
Capacidade: 222 lugares
Ingressos: R$ 50,00
Bilheteria: terça a sexta de 14h às 22h ou pelo site compreingressos.com
Acesso para cadeirantes: Sim
Estacionamento: Não


Música Porto Alegre: Paulinho Moska



O cantor e compositor carioca Paulinho Moska se apresenta no Theatro São Pedro dia 31 de agosto (sábado), às 21h, para o lançamento de seu segundo DVD ao vivo, intitulado Muito Pouco Para Todos. No repertório, canções dos dois últimos CDs, além de grandes sucessos da carreira.


Depois de uma bem sucedida turnê pelo Brasil e América do Sul, o show Muito Pouco Para Todos foi registrado ano passado no Auditório Ibirapuera (São Paulo). O artista, acompanhado de sua banda, desfia o repertório dos seus dois últimos discos: Deve Ser o Amor, Semicoisas, Soneto do Teu Corpo e Muito Pouco, e outros sucessos, como Lágrimas de Diamantes, Pensando em Você e Tudo Novo de Novo, além da inédita Somente Nela e a regravação de Namora Comigo (canção de Moska registrada por Marti’Nália).



Valores

Plateia  e Cadeiras extras: R$ 100,00
Camarote central: R$ 90,00
Camarote lateral: R$ 60,00
Galerias: R$ 40,00



Descontos

50% de desconto para associados AATSP (ingressos limitados);
50% de desconto para os 100 primeiros ingressos do Clube ZH  (titular); nos demais ingressos 20% (titular); 50% Idosos.





Música Recife: Salve Salve Alejo!



domingo, 25 de agosto de 2013

Opinião Cinema: Vendo ou Alugo

Por Calila das Mercês,
de Salvador



Assistir comédia brasileira, para mim, é sempre um desafio grande. (E olha que gosto também de filmes para dar uma relaxada na mente!) Desafio ao ver, pois o apelo nem sempre é o melhor, o roteiro, muitas vezes, fica perdido e o elenco, nem sempre é dos mais bem preparados. Até hoje, a meu ver, nada superou O auto da compadecida, lançado em 2000, dirigido por Guel Arraes e com roteiro de Adriana Falcão (baseado na peça homônima de 1955 de Ariano Suassuna) e a comédia romântica, Lisbela e o prisioneiro (2003) do mesmo diretor, baseado na obra de Osman Lins. Toda vez que vejo uma novidade “engraçada” em cartaz, fico um pouco sem jeito, descrente, mas, de todo o modo, eu vou checar para ver do que se trata e se surpreende. Vendo ou Alugo me chamou atenção, primeiramente, pelo elenco, atores “escolados” e a diretora, Betse de Paula, que venceu 12 prêmios no Cine PE 2013 com a comédia considerada politicamente incorreta.


Para alcançar grandes bilheterias, o que é necessário? Escracho, machismo, Rio de Janeiro, favela, classe média, “malandragem”, atores globais? Bem, o filme Vendo ou Alugo parece seguir uma repetição já conhecida em vários dos filmes brasileiros já lançados. Porém chega com Marieta Severo e Nathalia Timberg, na linha de frente de uma comédia politicamente incorreta, que para quem gosta do conceito é um prato de mão cheia!

Betse de Paula resolve utilizar do bom humor negro para construir a trama. Observam-se quatro diferentes gerações e seus conflitos, já que a história se passa em uma casa em que moram quatro mulheres, Maria Alice (Severo), Maria Eudóxia (Timberg), Madu (Bia Morgana) e Baby (Silvia de Paula), todas herdeiras, cada uma com um pensamento diferente sobre a vida, porém todas endividadas. No filme é possível ver a realidade do subúrbio carioca, a dificuldade de conseguir trabalho, retratos da vida de uma família que vive do lado de uma favela em processo de pacificação, tráfico de drogas, uso de drogas, vício com jogo, o controle religioso das entidades, a falsa segurança dada pela polícia etc. O que é drama social para alguns, tornou-se piada ou experimentação para a diretora que insere nas piadas um tom de denúncia.


No decorrer da história, as quatro mulheres se deparam com um estrangeiro fajuto e esquisito que se mostra interessado no imóvel, exatamente por causa da proximidade da favela e as marcas de violência presentes, e disputa a compra com um pastor evangélico (ex-assaltante). E elas fazem de tudo para que um dos dois interessados a comprem, sempre mostrando o que é conveniente para os dois lados. 

Vale ressaltar que o filme tem fotografia e trilha sonora razoável (a meu ver!). Toques de denúncia para deixar que o público tire suas próprias conclusões. Parece uma boa para um filme que buscou fugir dos clichês ou que buscou dar uma nova roupagem ao que já era de praxe. 


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Cinema: Flores Raras, ou a arte de perder


Por Calila das Mercês,
de Salvador

Tinha lido uma coisa ou outra a respeito de Elisabeth Bishop, mas nada muito aprofundado. Um tempo atrás comecei a me interessar por suas poesias e sua história. Incentivada por Raquel Galvão, comecei a ler “Poemas Escolhidos de Elisabeth Bishop”, organizado por Paulo Henriques Britto, em edição da Companhia das Letras. O livro reúne alguns poemas publicados em vida e outros póstumos, incluindo os que ela escreveu sobre o Brasil, e traz alguns relatos sobre a vida da poeta. Soube no ano passado que Bruno Barreto estava produzindo o filme sobre a história de amor de Bishop e Lota de Macedo Soares, achei ousada a proposta, mas ainda assim mantive-me otimista. (Ultimamente, não estava tendo sorte ao assistir filmes!) Lota, uma arquiteta à frente do seu tempo. Bishop, uma artista com sensibilidade tão aguçada a ponto de escrever a cada linha somente o necessário. Não há exagero nas memórias, no amor, na natureza que se acoplam nas suas composições poéticas. O que há muito, certamente, é a inclinação, o que alguns preferem chamar de dom. Ambas artistas, cada uma mestre na sua área. 


Duas mulheres, uma grande história de amor e sensibilidade artística: Flores Raras. A trama começa com Elisabeth Bishop lendo algumas linhas de um poema para seu amigo, o escritor Robert Loewe, que diz se tratar de um poema ainda inacabado. Ela então decide viajar, como se fosse atrás de inspiração para terminar os versos incompletos. O que mais tarde, digo, depois de anos, tornou-se o famoso One Art ("A arte de perder", na tradução em português - ver ao final do post). 

Embora seja uma história de amor entre duas mulheres, o filme não traz como tema a homossexualidade. É “a arte de perder” que aparece como temática central de Flores Raras. O filme do cineasta Bruno Barreto, baseado no livro Flores Raras e Banalíssimas, de Carmem Lúcia de Oliveira, apresenta a história da poeta norte-americana (uso poeta ao invés de poetisa, pois ela é considerada uma das melhores poetas americanas do século 20, independente do sexo) Elisabeth Bishop, interpretada pela australiana Miranda Otto, e a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares, vivida pela atriz Glória Pires.



"Não queria fazer um filme sobre uma artista torturada. Queria uma história de amor que você se emocionasse", afirmou Bruno Barreto, em entrevista. E completa, “Minha mãe (a produtora Lucy Barreto) comprou os direitos e aceitei dirigir, mas durante muito tempo pensei no que seria o tema. É um filme sobre perdas. Baseia-se numa inversão dramatúrgica, a mulher forte que vai se enfraquecendo (Lota) e a fraca que termina por impor sua força (Elizabeth)”, diz o diretor.

O que se vê são atuações muito boas, um elenco integrado, seleto e com o inglês afiadíssimo. Pelo menos 90% do filme é falado em inglês. Bishop, vivida por Miranda Otto, mostra-se uma escritora confusa, arredia, frágil, alcoolista, mostrando todo o lado emocional e complexo da personagem. Glória Pires surpreende, rouba a cena, como alguns diriam, está sublime, segura durante todo o filme, sua personagem é divertida, persuasiva, cheia de “tiradas” inteligentes e bem humoradas. Além das protagonistas, destaco o papel de Mary interpretada por Tracy Middendorf. Inicialmente, Mary era a mulher de Lota, com quem desejava ter um filho. 



Doses de drama e de tristezas. Lota começa grande e termina pequena. Bishop inicia-se pequena e termina grande. Uma grande virada! Inversão de papéis. (Bem, estas são minhas observações!) Cabe ao espectador assistir e opinar sobre o filme que contém diálogos riquíssimos para quem quer conhecer uma fatia da história destas duas mulheres. O que posso adiantar, é que quem assistir o filme, em exibição em todo o Brasil, estará diante de uma fotografia muito bem feita, verá o Rio de Janeiro das décadas de 50 e 60 e uma trilha sonora sucinta e precisa. A política não ficaria de fora, pois se trata de um período de mudanças neste contexto no Brasil. 

***


One Art

Elizabeth Bishop

The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.

Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.

Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.

I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.

I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.

-Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.



One Art (A arte de perder)

Tradução de Paulo Henriques Britto

A arte de perder não é nenhum mistério;
Tantas coisas contêm em si o acidente
De perdê-las, que perder não é nada sério.

Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero,
A chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.

Depois perca mais rápido, com mais critério:
Lugares, nomes, a escala subseqüente
Da viagem não feita. Nada disso é sério.

Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
Lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.

Perdi duas cidades lindas. E um império
Que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.

– Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo que eu amo) não muda nada.
Pois é evidente que a arte de perder não chega a ser mistério
por muito que pareça (Escreve!) muito sério.


Música Recife: Especial Manu Chao "Clandestino"



Cinema Macapá: Cinema pela Verdade



Evento Macapá: Matinê o quê?



Música Rio de Janeiro: Kika



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Música Rio de Janeiro: Quem me Levará sou Eu



"Manduka (1952-2004) foi um compositor brasileiro de centenas de canções. Um artista-artesão, pintor e escritor. As imitações que fazia (que ele gostava de chamar de aproximações da alma da pessoa) impressionavam aqueles que assistiam. Um violão arretado, poeta, cantor e incrível melodista.

Viveu em muitos lugares desde os 18 anos, quando foi encontrar com seu pai, o poeta Thiago de Mello, no Chile. Depois foi para Argentina, Alemanha, França, México. No Brasil morou em Brasília, no Rio (cidade onde nasceu), Ouro Preto, São Paulo, Olhos d’Água, Petrópolis.

Teve a sorte de criar com grandes parceiros (Geraldo Vandré, Los Jaivas, Naná Vasconcelos, Abel Silva, Claudio Jorge, Sergio Sampaio, Luis Turiba, Dominguinhos), mas o maior de todos talvez tenha sido ele próprio. Como costumava dizer: “Faço música comigo mesmo”. Lançou 9 discos e deixou um baú abarrotado de canções em fitas cassetes que se transformaram, após a sua morte, em pedras preciosas.

Agora a cantora carioca Ilessi – que despontou com o CD Brigador (2009), interpretando as parcerias de Pedro Amorim e Paulo César Pinheiro – decidiu lapidar essas esmeraldas junto com o violonista Diogo Sili, responsável pela transcrição das músicas originais.

O show Quem me levará sou eu – Ilessi canta Manduka apresenta peças delicadamente pinçadas do repertório dessas fitas. As canções inéditas se juntam à parceria com Dominguinhos –' Quem me levará sou eu', cuja letra não é menos que um poema autobiográfico.

Manduka inventou seu próprio caminho, conseguindo desvendar a trilha sonhada por seu padrinho, o poeta Manuel Bandeira que, ao morrer, deixou-lhe um globo terrestre dentro de uma caixa de sapatos. E Manduka pôs os pés no futuro!"  

Thiago Thiago de Mello,
irmão de Manduka

Teatro Belém: Mostra Sesc Amazônia das Artes


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Música Rio de Janeiro: Lia Sabugosa



Ajude Música de Ruiz a tocar no Circuito Cultural Banco do Brasil - Etapa Salvador



A dupla Estrela Leminski e Téo Ruiz está entre os 20 finalistas da votação que irá escolher a atração de abertura do Palco Brasil do Circuito Cultural Banco do Brasil - Etapa Salvador. O evento acontece no próximo dia 31 de agosto, um sábado, no Wet'n Wil. O vencedor da votação toca às 14h30, sendo seguido por Preta Gil (com participação especial de Jau)(15h15) e Monobloco (16h30). No outro palco, chamado Circuito, se apresentam a partir das 17h30 Jota Quest, Skank, Joss Stone e Carlinhos Brown.

 E como fazer para ajudar os dois a levar seu show São Sons ao Palco Brasil? É bem simples:

1 - Acesse http://salvador.circuitobancodobrasil.com.br/som-pra-todos/

2 - Vá em "Como votar" e clique no ícone do Facebook onde está escrito "Iniciar votação" (você só pode votar uma vez, através do seu perfil no Facebook). Serão carregadas as fichas dos 20 artistas concorrentes.

3 - O passo seguinte é clicar nas medalhas que estão acima da foto de cada artista, na ordem de sua preferência. Comece clicando no nº "1" acima da foto de Estrela Leminski e Téo Ruiz , escolha mais dois e... pronto! Irá aparecer uma mensagem pedindo que você confirme os artistas escolhidos e sua ordem de preferência. Se estiver tudo ok, basta confirmar e seu voto será computado!

O prazo para votação se encerra no dia 23 de agosto, sexta-feira da semana que vem.

Dica: salve o cartaz acima e compartilhe em seu Facebook.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Palestra Macapá: Cultura Japonesa



Música Curitiba: Brutal Warfare 2013



Música Recife: Noiseando


Música Salvador: Firmino de Itapoan


Canções de diferentes ritmos e convidados especiais, além de seus maiores sucessos, como Samba de malandro’, ‘Boa noite pra quem é de boa noite’ e ‘Moinho da Bahia queimou’. É assim que se constitui o show "Brasil Brasil", que o sambista e compositor Firmino de Itapoan irá apresentar no Espaço Xisto Bahia, nos dias 15 e 16 de agosto, quinta e sexta-feira, às 20h. Em comemoração aos 70 anos de vida do artista e de seus 52 anos de carreira, o show contará ainda com figurinos diversos, peculiares aos ritmos e musicalidades brasileiras - bossa nova, sambas, forró, boleros, marchinhas, frevo, entre outros. Os ingressos custam R$ 20/ R$ 10.

Firmino Rodrigues de Santana Filho, o Firmino de Itapoan, nasceu no bairro da Liberdade, na capital baiana. Artistas de grande expressividade, na década de 80 ultrapassou a marca de 300 mil discos vendidos. Nos anos 60 gravou o disco também intitulado "Brasil Brasil", com músicas de blocos afros e afoxés, cujo objetivo era apresentar ao país o folclore baiano.

Serviço:

Show Brasil Brasil - Firmino de Itapoan
Quando: 15 e 16 de agosto, quinta e sexta-feira, 20h
Ingressos: R$ 20/ R$ 10
Onde: Espaço Xisto Bahia, R. Gen. Labatut, 27 – Barris, Salvador

Cinema Gramado (RS): Simone



domingo, 11 de agosto de 2013

Opinião: O triste fim da revista Bravo!



Por Calila das Mercês,
de Salvador

Poucas vezes comprei a revista Bravo!. Quando não comprava, lia algumas matérias, esporadicamente, pela internet. Apesar das matérias principais serem interessantes, a grande maioria destacava peças de teatro, por exemplo, que eu não teria oportunidade de assistir, por se tratar de montagens em São Paulo ou no Rio de Janeiro. Fiquei de todo modo triste com a notícia, no início do mês, do fechamento, vem em mente a quantidade de pessoas que pode ficar desempregada, ainda mais se tratando do mercado de comunicação, que, se me permitem e me perdoam, é um mercado prostituído há um bom tempo. Para quem gosta, vale a pena ler a última edição - apesar da crise, ela deve esgotar. Brasileiros, no geral, tem um quê de saudosistas. 


Para uns uma revista de cultura e arte, para outros uma revista de cultura e arte elitista. Não importa os achismos, a verdade é que a Abril Mídia divulgou oficialmente o fim da revista BRAVO! em todas as plataformas – formato físico e digital. Prestes a completar 16 anos, a revista padece de problemas financeiros, chegando ao fim com a edição de nº 192.

Segundo o, ainda, editor-sênior e redator-chefe da revista, Armando Antenore, que trabalhou na publicação agosto de 2005 e julho de 2013, a revista foi lançada em 1997, numa editora de pequeno porte e já extinta, a D’Ávila, e só em 2004 migrou para o grupo Abril. Quando chegou à seara dos Civita, desfrutava de prestígio, mas padecia de má saúde financeira. Não sei dizer quanto dava de prejuízo à época. Só sei que, na Abril, o quadro não se alterou substancialmente, mesmo quando o título adotou uma linha editorial um pouco mais pop, um pouco menos 'cabeça' que a de origem”, conta Antenore, no seu texto publicado via Facebook após o anúncio do fechamento divulgado pela Abril.

Com a notícia do fechamento da revista, várias perguntas ficam pairando como, por exemplo: será que a BRAVO! tinha leitores? Será que com a popularização da internet as pessoas deixaram de ler a revista? A revista tinha poucos anunciantes? Afinal, o que causou o triste fim da BRAVO!? Ainda segundo o editor-sênior, a revista, de fato, nunca gerou lucro para o grupo Abril, a mesma operava no vermelho. Comparada a revistas de massa do próprio grupo Abril, o número de vendas da BRAVO! era baixo. “Mas, considerando que o título se voltava para um nicho relativamente restrito, o da alta cultura mais sofisticada, as cifras não parecem tão ruins. Em geral, BRAVO! falava sobre manifestações artísticas que, mesmo se destacando pela qualidade, não atraíam público quantitativamente significativo. A revista dedicava quatro, seis, oito páginas para filmes como Tabu, do português Miguel Gomes, exposições como a retrospectiva de Waldemar Cordeiro no Itaú Cultural, livros como O Erotismo, de Georges Bataille, peças como A Dama do Mar, de Bob Wilson, e espetáculos de dança como Clarabóia, de Morena Nascimento. Procure saber quantas pessoas viram tais filmes, mostras e espetáculos ou leram tais livros. Cinco mil, 10 mil, 20 mil? Como BRAVO! poderia ter zilhões de leitores se o universo que retratava não tem zilhões de consumidores?”, questiona Antenore. 

Ao abrir uma edição qualquer da revista, editada pelo grupo Abril, é observável uma publicação distinta dos famosos “cadernos 2” ou “cadernos de arte e cultura” dos jornais. Matérias bem escritas, fotografias e editoração impecáveis, pautas sugestivas e atraentes. Uma revista interessante, fato, mas que não se adequa a massa, não tem público para sustentá-la. Uma fatia pode até ler, mas não terá condições de transitar no “mundo” tão sugestivo da BRAVO! Outro questionamento dos leitores é a ênfase apenas aos eventos e programações do eixo Rio-São Paulo. Por que a revista não expandiu para o resto do país? Será que somente nestas duas cidades tem arte e cultura “de primeira classe”? 

As mídias sociais não fizeram apenas com que a BRAVO! perdesse seus leitores, mas de uma forma geral, todos os jornais e revistas perderam. Logo, este não seria o motivo do fim. Outro aspecto que encarecia a revista era a impressão, pois o formato e o papel eram incomuns no mercado. De fato, a revista possuía poucos anúncios, porque para leitores da “alta cultura”, anunciantes deveriam ser mais perspicazes. Segundo os publicitários, o leitor de revistas do gênero, por serem mais críticos, tende a não comprar muito. E muita gente que lê a revista, nem sempre está disposta a pagar pelos eventos ou sair mesmo de casa. Motivos internos e externos? Mesmo se reduzindo a quantidade de páginas – de 114 para 98, mudanças no projeto gráfico, ações para aumentar a receita publicitária, não se evitou o “sangramento” que culminou com o fechamento. 

Antenore nos seus agradecimentos aos leitores e funcionários que colaboraram com a revista, desabafa: “Gostaria que a edição de agosto não fosse a última de BRAVO! Entristeço-me com o fim da publicação porque aprecio muitíssimo a arte. Filmes, livros, peças, músicas, instalações, pinturas, balés e quadrinhos me ensinaram mais sobre viver do que a própria vivência. No entanto, não bancarei o viúvo rancoroso. Não lamentarei a baixa escolaridade do brasileiro, o pragmatismo dos publicitários e dos patrões, o advento da revolução digital. Tampouco abdicarei de minhas responsabilidades frente aos erros e acertos da revista. Fiz e ainda faço parte do complexo jogo em que a mídia se insere. Procuro encará-lo com amor, senso crítico e serenidade. Nem sempre consigo, mas...

A verdade é que, parafraseando Antenore, a mídia tradicional precisa se reinventar, e logo! A BRAVO!, do grupo Abril, mostrou a sua fragilidade e fechou. Quantas e quantas já não saíram de cena? Quem será a próxima?

***

Nota do editor - Eu também nunca fui leitor assíduo da Bravo!, bem como também não o era o colunista do site Digestivo Cultural, Rafael Rodrigues, que publicou seu texto sobre a revista na sexta (http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=3815&titulo=O_fim_da_revista_Bravo!). Não é nada, não é nada, já temos aqui três pessoas altamente interessadas e envolvidas com cultura (Rafael, Calila e eu) que seriam o público-alvo da revista, mas não a liam com freqüência - o que dizer então do "público em geral"?
Alguns fatores que me afastavam da revista:

1) o foco demasiado em Rio e São Paulo, já citado pela Calila;

2) uma certa visão defasada do que é cultura (vejam que o depoimento citado de  Armando Antenore em momento algum cita manifestações populares tradicionais ou de periferia, por exemplo), que acabava desaguando em episódios como a abordagem preconceituosa na capa dedicada a Zeca Pagodinho (grafado com um ponto de interrogação! - Zeca Pagodinho?, como se houvesse algum problema em um sambista ser capa de revista cultural brasileira) ;


3) a insistência da revista em, sendo mensal, publicar uma agenda de eventos que não raro chegava defasada às bancas (você pegava a revista lá pelo dia 20 e a maioria dos shows já havia acontecido, por exemplo. Isso poderia ser concentrado no site, e não no impresso); 

4) o próprio nome em si não ajudava muito, ao reproduzir uma saudação européia comum após notáveis desempenhos de cantores líricos ou instrumentistas eruditos, não sendo comum seu uso por brasileiros.

Enfim, evidente que eu preferia que a revista tivesse revisto a tempo algumas dessas posições e seguisse viva, informando, difundindo cultura e gerando empregos.  (Fabio Gomes, de Macapá) 

Conheça os participantes do 6° Festival de Videoclipes do Tocantins


O 6° Festival de Videoclipes do Tocantins é uma realização do Cineclube Miragem e da Inusitada Produções. O evento, sem fins lucrativos, objetiva divulgar os trabalhos de bandas independentes de todo o país, através das produções audiovisuais, abrindo espaço para  exibição  e  premiação  das mesmas, além de fomentar a produção de videoclipes no Estado do Tocantins.

A sexta edição do festival teve 13 videoclipes produzidos em diversas regiões do país, dos quais 11 foram selecionados para concorrer nas duas categorias competitivas: Melhor Videoclipe Tocantinense e Melhor Videoclipe Nacional (clipes produzidos em outros estados do país). A novidade desta edição é a participação do festival na programação oficial de aniversário de Miracema, que no dia 25 de agosto completará 65 anos de emancipação político-administrativa.

O evento é uma programação paralela do 10º Festival Agosto de Rock. 

Os prêmios do festival serão outorgados por Júri Oficial, composto por três membros de reconhecida competência no campo audiovisual, e Júri Popular, do qual podem participar pessoas de qualquer idade que assistirem as exibições. 

PROGRAMAÇÃO

Dia 20/08
Local: Auditório do Campus da UFT de Miracema-TO
Horário: 19h30
Apresentação Musical & Sorteio de Brindes
(Entrada Franca)

Dia 22/08
Local: CEM Dona Filomena Moreira de Paula
Horário: 19h30
Apresentação Musical & Sorteio de Brindes
(Entrada Franca)



SELECIONADOS 


Clipe: Obrigado Tempestade (foto acima)
Direção: Roberto Mamfrim e Natanael Smelan
Banda: Hateen
Gênero/ Subgênero Musical: Rock/ Hardcore
UF / Ano: SP/2013
Duração: 5'
Formato: Full HD
Produção: Natanael Smelan




Clipe: Monalisa (foto acima)  
Direção: Eduardo Christofoli
Banda: Sandálias
Gênero/ Subgênero Musical: Rock/ Surf Rock
UF / Ano: RS/2012
Duração: 4’09’’
Formato: Full HD
Produção: Colateral Filmes
 






Clipe: Eu Me Sinto Tão Bem
Direção: André Keke
Banda: Mestre Kuca  (foto acima)
Gênero/ Subgênero Musical: Rock/ Pop
UF / Ano: TO/2012
Duração: 3’29’’
Formato: HDV
Produção: André Keke

 
Clipe: Forasteiro  (foto acima)
Direção: Nino Ottoni e Thiago Carvalho
Artista: Roberto Farah
Gênero/ Subgênero Musical: Rock/ Pop
UF / Ano: RJ/2012
Duração: 4'57’’
Formato: Full HD
Produção: Aline Fonte e Lihemm Farah
 


Clipe: Gûyrá
Direção: Caio Cortonesi
Banda: Arandu Arakuaa
Gênero/ Subgênero Musical: Heavy Metal/ Música Indígena
UF / Ano: DF/2013
Duração: 3'50’’
Formato: Full HD
Produção: Caio Cortonesi
 




Clipe: Por Ela  (foto acima)  
Direção: Rafael Jardim
Artista: Alex Domingos
Gênero/ Subgênero Musical: Rock/ Pop
UF / Ano: BA/2013
Duração: 3'56’’
Formato: Full HD
Produção: Rafael Jardim
 





Clipe: A Regra é Clara (foto acima)  
Direção: Caio Brettas
Banda: Mata Burro
Gênero/ Subgênero Musical: Rock/ Hardcore
UF / Ano: TO/2013
Duração: 4’20’’
Formato: HDV
Produção: Trade Rock



  
Clipe: O que Você Quer Escutar (foto acima)  
Direção: Letícia Cabral
Artista: Gu Siqueira e Offbeat
Gênero/ Subgênero Musical: Rock/ Afro Beat
UF / Ano: SP/2013
Duração: 3'40’’
Formato: Full HD
Produção: Nando Dalberto 



Clipe: Teoria da Colisão
Direção: Kael Gonçalo
Banda: Fator Joe
Gênero/ Subgênero Musical: Rock/ Pop
UF / Ano: SP/2013
Duração: 2'59’’
Formato: Full HD
Produção: Kael Gonçalo e Guilherme Campos 


Clipe: Sombra Minha
Direção: Juliano Luccas
Artista: Taïs Reganelli
Gênero/ Subgênero Musical: Rock/ Pop
UF / Ano: SP/2013
Duração: 3'59"
Formato: Full HD
Produção: Taïs Reganelli


Clipe: Homem (Sujeito)
Direção: Claudio Macagi
Banda: Poetas do Caos
Gênero/ Subgênero Musical: Rock/ Reggae
e Baião
UF / Ano: TO/2013
Duração: 5’
Formato: HDV
Produção: Cláudio Macagi e Marcelo Macagi