quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Marcha Mundial das Mulheres critica o capitalismo

Por Calila das Mercês,
de Salvador

Foto: Folha Press

Nossa repórter Calila das Mercês esteve na capital paulista entre o final de agosto e o começo de setembro, participando das primeiras etapas da programação do evento  Feminismo em Marcha - Marcha Mundial das Mulheres . Acompanhe seu depoimento (Fabio Gomes)

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O 9º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres reuniu grupos de 48 países reafirmando a atualidade e a urgência do Feminismo. Indígenas, negras, lésbicas, muçulmanas, latino-americanas, jovens e melhor idade. No dia 31 de agosto, cerca de duas mil mulheres caminharam pela Avenida Paulista, tendo como tema “Feminismo em Marcha para Mudar o Mundo”. A caminhada fez parte do encerramento Encontro e saiu em torno das 16h40 do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e seguiu pelo centro da capital, até a Praça da República para fechar a programação. Na Praça da República, centro paulistano, tinham mulheres e também homens reunidos a fim de chamar atenção às lutas feministas que ainda parecem não caminhar juntamente com as transformações e “avanços” sociais. O evento, entre várias atrações, teve a presença da cantora pernambucana Karina Buhr que animou o evento com suas músicas e com a sua performance irreverente. 

O movimento feminista internacional Marcha Mundial das Mulheres começou em 2000, reunindo mulheres de todo o mundo numa campanha contra a pobreza e a violência. A inspiração para a criação da Marcha Mundial das Mulheres foi a manifestação realizada em 1995, em Quebec, no Canadá, quando 850 mulheres marcharam 200 quilômetros, pedindo, simbolicamente, “Pão e Rosas”.


Foto: Rafael Stédile

Esta ação marcou o retorno das mobilizações das mulheres nas ruas, fazendo uma crítica contundente ao sistema capitalista como um todo. E com isso foram conquistados direitos para mulheres, como aumento de salário, por exemplo. Só que o movimento almeja mais, por isso, a MMM busca construir uma perspectiva feminista afirmando o direito à auto-determinação das mulheres e a igualdade como base da nova sociedade. Conheça mais sobre o grupo aqui neste link!


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