terça-feira, 1 de outubro de 2013

Teatro Rio de Janeiro: Elefante


Completando três anos de existência, a Probástica Cia de Teatro convidou o dramaturgo Walter Daguerre – indicado ao Prêmio Shell 2006 e em cartaz no Rio com “Jim” e “A Mecânica das Borboletas” – para desenvolver o argumento original de ‘ELEFANTE’. Com base nas recentes notícias da ciência, os atores Chandelly Braz, Fernando Bohrer, Igor Angelkorte, Livia Paiva, Pedro Nercessian e Samuel Toledo contam a história de uma família que vive numa época onde ninguém mais envelhece e, portanto, onde não se morre de causas naturais. A partir dos 25 anos, todos as pessoas passam a tomar um medicamento conhecido apenas como Pílula e assim permanecem jovens e com saúde plena por séculos.

 Francisco é um fotógrafo de 65 anos, casado com Lúcia, uma médica geneticista, e filho de César, um alto funcionário do Governo local e de Cléo, dona de uma clínica de estética. Certo dia, César consegue um contrato para que Francisco viaje até a ilha de Sêneca a fim de fazer fotos para uma campanha do governo a favor da Pílula – Sêneca é o único lugar do mundo em que a população não faz uso da Pílula e onde, portanto, as pessoas ainda envelhecem e morrem de causas naturais. Acontece que Francisco volta de Sêneca transformado por algo que ele não consegue definir, mas que, definitivamente, tem a ver com a opção da ilha pelo não uso da Pílula. Após tentar inutilmente convencer Lúcia a ir embora com ele para Sêneca e de tentar explicar aos pais a razão de sua decisão de lá viver, Francisco rompe com todos e desaparece. 10 anos depois, o fotógrafo volta completamente envelhecido e reencontra as pessoas que deixou para trás. O contato com os pais e a mulher se transforma numa batalha. 

ELEFANTE resulta, assim, em um drama familiar com ares de ficção científica – gênero raramente explorado nos palcos brasileiros – na qual o progresso da medicina permitirá vencer os sintomas da velhice, rebaixando-a na escala humana de imperativo biológico a mero inconveniente. Tal hipótese serve à Probástica como instrumento lúdico para o questionamento do valor da morte e do envelhecimento para o homem atual. Ao mesmo tempo, trata-se de um grande panorama de vivências refletindo a dificuldade da humanidade em se relacionar com a própria finitude.

  
FICHA TÉCNICA

ELENCO: Fernando Bohrer, Chandelly Braz, Igor Angelkorte, Lívia Paiva, Samuel Toledo e Pedro Nercessian
DIREÇÃO E ARGUMENTO: Igor Angelkorte
TEXTO: Walter Daguerre
ASSISTENTES DE DIREÇÃO: Paula Vilela e Philipp Lavra
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Marcela Casarin
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO: Renata Stilben
CENOGRAFIA: André Sanches
ILUMINAÇÃO: Renato Machado
FIGURINO: Ronald Teixeira
DIREÇÃO MUSICAL: Felipe Storino
FOTOGRAFIA: Phillipp Lavra
COMUNICAÇÃO VISUAL: Paula Vilela
REALIZAÇÃO: Probástica Companhia de Teatro
PRODUÇÃO: Mãe Joana Filmes e Produções

SERVIÇO

Temporada: De 03 a 20 de outubro
Local: Teatro Ipanema (Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema)
Telefone: (21) 2267-3750
Horário: Quinta a Sábado, às 21h, e Domingos, às 20h
Ingresso: R$ 40 (inteira) | R$ 20 (meia)
Duração: 70 minutos
Classificação etária: 16 anos
Capacidade: 222 lugares



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