sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Teatro Macapá: Um Véu para Darismar



O espetáculo aborda características típicas da Amazônia e a história de Darismar, personagem que reúne em si a narrativa das mulheres amazônicas vítimas do escalpelamento, arrancamento brusco do couro cabeludo pelos motores de embarcações no Amapá e ilhas do Pará.
Na apresentação intimista, elenco e espectadores estabelecem vínculos entre si para a composição de cenas reveladoras de referências nortistas, onde o protagonista é o ser humano que enfrenta o desafio do ambiente hostil e finca raízes nesta porção Norte do Brasil.
Ao se desprender dos clichês, Um véu para Darismar mostra que até mesmo os brasileiros de regiões remotas, só acessíveis por barcos, assistem às novelas em televisores com antenas parabólicas e energia elétrica. E que naturalmente sonham com o progresso e confortos da vida contemporânea.

Durante o mês de outubro a peça esteve em cartaz no Espaço Eureca. A ultima apresentação desta temporada será realizada no dia 3 de novembro (domingo), às 20h, na sede do Grupo Eureca (Rua Mato Grosso, 07. Pacoval) com entrada franca. 

Em breve o Grupo se propõe à circulação pelas áreas ribeirinhas do Amapá e Pará com o objetivo de promover o acesso à produção teatral.

Serviço

Espetáculo: Um véu para Darismar
Local: Espaço Eureca (Rua Mato Grosso, 07. Pacoval. Macapá /AP)
Sessão: Domingo às 20h com entrada Franca

Ficha técnica: 

Joca Monteiro - Direção
Jones Barsou e Géssica Palmerim - Elenco
Paula Barbosa - Produção
Marina Beckman - Iluminação
Paulo Rocha - Direção de arte


Um comentário:

  1. Muito obrigado, Fábio!

    " DARISMAR
    Nasci e me criei na bela vista de um grande rio.
    Nele eu nadei e pesquei,
    dele eu enchi o meu pote.
    Remei desde menina.
    Com os livros debaixo do braço
    eu venci as marés, as chuvas e o cansaço.
    Eu vi o barro soltar lentamente
    com a chegada do progresso.
    Na vila as canoas ganharam motores.
    Vi os homens abandonarem seus remos
    sentindo uma nova fome.
    Eu sonhei alto quando ligaram o gerador,
    a energia chegou e pude ver o amor no brilho da TV.
    Então entendi o girar do mundo
    e as voltas que o mundo dá.
    Pois a mesma força que avança
    é a força que faz chorar."

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