quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Balé Teatro Castro Alves dança Manoel de Barros

Por Calila das Mercês,
de Salvador



A delicadeza das miudezas, a grandiosidade das meninices: difícil não encontrar inspiração no poeta mato-grossense Manoel de Barros. Sua reinvenção de ambientes, saiu, em 2013, das páginas de livros para ocupar palcos diversos no último espetáculo do tradicional Balé Teatro Castro Alves.

Há 30 anos existente no cenário cultural da Bahia, o Balé encontrou na simplicidade de Manoel de Barros possibilidades de compor a arte, “transpondo sentidos, com um olhar ingênuo, lúdico, quase infantil, mas, ao mesmo tempo, mais astuto e sincero.”

A coreografia da apresentação é de Jomar Mesquita e Rodrigo de Castro, com direção artística de Jorge Vermelho.

A última apresentação do Balé em 2013, que aconteceu no Teatro Castro Alves (Salvador) no dia 21 de dezembro, reuniu um público reduzido, considerando a capacidade da casa. O que não tira em nada o mérito da montagem, que mescla os sentidos possíveis da dança com o teatro e a música. Os dançarinos recitam, cantam, contam anedotas, mas protagonista é a emoção possibilitada pela dança, reinventada e reproduzida pela magia de clássicas músicas da MPB e boleros.


Um singelo toque ao coração com a sublimidade de todos os objetos de cena. “...Ou isso” marca e abre ao espectador a possibilidade de sonhar um novo ano, tal qual a magia de um pequeno inseto quando descoberto por uma criança.



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