domingo, 16 de fevereiro de 2014

Poeta do Mês: Walter Poeta (3)

SOMBRA

Esse espaço sem luz escurecido
Que me acompanha nessa fúnebre estrada afora
Não sabe direcionar seu próprio destino
Na tempestade forte e sombria que sempre apavora.

Mas essa mancha que ao meu lado parece fantasma
Não separa da substância física que é meu corpo
Se rasteja feito um animal imundo e invertebrado
É primitivo, obscurosamente um fiel desditoso.

E no dia que for embora a minha mocidade
Esse fantasma infeliz não me seguirá no futuro.
Ficará o sofrimento, a dor e esse sentimento triste chamado saudade.

Nessa vida que é hostil, amarga e hedionda.
Minhas células ficarão vagando nesse enorme mundo
E nunca mais meu Deus eu verei o desconforto dessa pobre sombra.

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