quarta-feira, 18 de junho de 2014

Especial Chico Buarque 70 Anos (2): Chico Buarque na TV 2006-2007

Chico Buarque é conhecido como um artista reservado - há quem diga que ainda é excessivamente tímido, como quando era jovem; outros, porém, garantem que ele usa essa fama a seu favor para escapar a possíveis constrangimentos. Enfim, seja como for, o certo é que é rara sua presença na TV aberta. Mesmo que se possam apontar vários programas em que apareceu, no segundo semestre de 2006 e ao longo do ano de 2007, eram sempre imagens de arquivo ou gravadas para outros projetos - inclusive o que ficou conhecido como "a entrevista para o Fantástico", em que a TV Globo simplesmente exibiu material promocional que Chico gravara para o CD Carioca (Biscoito Fino, 2006). Vamos lembrar alguns desses momentos.

TV Bandeirantes

Esta sem dúvida foi a emissora em que Chico mais apareceu nesse período. Afinal, garantiu o direito de exibir em canal aberto todos os 12 DVDs de Chico que a EMI lançou entre 2005 e 2006. A série foi aberta por três especiais exibidos em julho de 2005 - Meu Caro Amigo, À Flor da Pele e Vai Passar. Em dezembro, mais três: Anos Dourados, Estação Derradeira e Bastidores, nos domingos 4, 11 e 18 respectivamente, às 22h30.

O Futebol

Este especial foi exibido no domingo, 6 de agosto de 2006. Eu gostei de ver/ouvir Chico cantando músicas que não são de seu repertório habitual - como "Conversa de Botequim" (Vadico - Noel Rosa) e "E o Juiz Apitou" (Wilson Batista - Antônio Almeida). Teve alguns lances nada-a-ver, como Chico cantando com Pelé (Moreira da Silva dizia que Pelé, como cantor, era "um chute nos meniscos") e aquele "papinho" em Barcelona com Ronaldinho Gaúcho (que tava falando mais pra dentro do que nunca). Ronaldinho fazia parte de uma banda de pagode em Porto Alegre, era mais indicado que Pelé para um dueto com Chico.

Cabia também uma valorização maior da música "O Futebol", que é na real a única em que Chico que trata unicamente do esporte bretão. Ela só foi usada como fundo, com vários cortes e sons interferindo, no vídeo da partida Veteranos do Santos x Politheama, o time do qual Chico é dono. O melhor teria sido mostrar Chico cantando a música inteira (afinal, além de dar título ao especial, é uma música muito boa mesmo!).



Uma Palavra

Excelente o especial que encerrou em 13 de agosto de 2006 a terceira fase de exibição dos DVDs na Band. Primeiro, ressalte-se a sacada do diretor Roberto Oliveira: o título deixava livre qualquer abordagem da obra de Chico, tanto na literatura, quanto na música (só não valeriam temas apenas instrumentais, aliás raros na obra buarqueana).

A parte de depoimentos tava bem rica & solta (alguém fazia idéia de que o "penseiro" com que Chico qualificou "Pedro Pedreiro" viria de um desejo seu de "imitar" Guimarães Rosa???). Particularmente boa a seqüência em Budapeste - a de Lisboa ficou meio nada-a-ver, Chico em pé contra o sol perto do Castelo de São. Jorge...

Já a parte musical também reservou surpresas, como Chico cantando "Mano a Mano" com João Bosco e, noutro número antológico, "Ela Desatinou", com Daniela Mercury (e o piano luxuoso de Tom Jobim!).


Cinema

O especial exibido em 26 de novembro de 2006 foi gravado na cidade de Parati (RJ). Na Casa de Cultura da cidade, o compositor recordou as trilhas que fez para filmes como Joana Francesa (Carlos Diegues, 1973), Bye Bye Brasil (Carlos Diegues,1979) e A Ostra e o Vento (Walter Lima Jr., 1997). Também se pôde ver imagens de Chico atuando em Garota de Ipanema (Leon Hirszman, 1967) - numa das cenas, ele aparece dedilhando "Um Chorinho" ao violão. Aliás, falando nisso, foi uma surpresa foi saber que Chico compôs alguns temas instrumentais para o filme Anjo Assassino (Dionísio Azevedo, 1966).

Embora não se tenha dito formalmente, ficou claro no decorrer do programa que o diretor Roberto Talma optou por abordar apenas filmes de ficção. Em função disso, é compreensível que não se mencionasse a recente participação de Chico nos documentários Vinicius (Miguel Faria Jr., 2005) e Maria Bethânia - Música é Perfume (Georges Gachot, 2005). Mas é imperdoável não haver referência alguma aos filmes baseados em livros de Chico, como Estorvo (Ruy Guerra, 2000) e Benjamim (Monique Gardenberg, 2004).

Foi para este programa que Chico compôs a (para mim, ao menos) melhor música do CD Carioca: "Ela Faz Cinema", que adequadamente abriu e encerrou o especial. Outros destaques da parte musical foram as canções do filme A Noiva da Cidade (Alex Viany, 1976), que Chico cantou com o parceiro Francis Hime - a faixa-título e "Quadrilha". E não dá pra deixar de falar dos momentos musicais extraídos dos filmes: a fantástica "A Volta do Malandro" (de Ópera do Malandro, Ruy Guerra, 1985) e "Vai Trabalhar, Vagabundo" (do filme de mesmo nome dirigido por Hugo Carvana, 1973).



Saltimbancos

O especial exibido pela Band em 3 de dezembro de 2006 comprovou definitivamente minha idéia de que é preciso conhecer uma obra (ou produto) cultural por inteiro para depois emitir um conceito sobre ela.

Explico: já estávamos no último bloco do programa e até ali minha idéia era de que, em termos do conjunto dos 12 programas, Saltimbancos era dos mais fracos, junto com Futebol - afinal, Chico na real tem poucas músicas sobre futebol ou escritas para crianças (ok, as que existem são ótimas, mas pra sustentar um programa inteiro são mesmo poucas!). Assim, ao contrário do que acontecia com Bastidores ou Cinema (em que muita música boa ficou de fora), em Saltimbancos houve um abuso daquelas cenas nada-a-ver de Chico caminhando na rua. O mais incrível é que, se já partia de um universo pequeno - as músicas de Chico para crianças -, a produção do especial limitou-o mais ainda, ao deixar de fora as músicas que Chico fez para o filme Os Saltimbancos Trapalhões, adaptado da peça (só uma canção desse filme entrou no especial Cinema); também com certeza poderia ter-se comentado algo do livro infantil de Chico, Chapeuzinho Amarelo.

Bom, e o que foi que me levou a afirmar que é preciso acompanhar um programa até o fim para só então comentá-lo verdadeiramente? O depoimento no último bloco. Foi completamente inesperado: Chico fez uma fala absolutamente lúcida sobre racismo no Brasil, a própósito do fato de ter se tornado sogro de Carlinhos Brown. O músico baiano, hostilizado num condomínio fechado na Zona Sul do Rio, preferiu voltar a morar na Bahia, com a esposa e os filhos; quando vão ao Rio, ficam na casa de Marieta Severo. E o pior, segundo Chico, da atitude racista, é que ela se funda na idéia falsa de que haveria "brancos puros" no Brasil. Pra quem, como eu, acabara de reler, no mesmo dia, o livro O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro (Cia. das Letras, 1995), o depoimento teve um sabor ainda mais especial! Viva Chico!




Roda Viva

Gravado em São Paulo, este especial que a Band exibiu em 10 de dezembro de 2006 como último da série abordou o início da carreira de Chico e sua participação nos festivais. Pudemos ver boas seqüências de Chico nos festivais da Record de 1966 e 1967 e da Globo de 1968 (aliás, parabéns à produção da série, que, mesmo ligada à Band, conseguiu a liberação de exibição de imagens pertencentes à Record e à Globo, em geral a mesquinharia impede essa comunhão).




Também é de ressaltar o bom destaque dado a outras músicas importantes do período, não só as imagens quase sempre exibidas do festival de 1967 (com Gilberto Gil cantando a sua "Domingo no Parque" com Os Mutantes e Caetano Veloso mandando ver a sua "Alegria, Alegria" com os Beat Boys), mas imagens raras como a de Elis Regina cantando "Ensaio Geral" (Gilberto Gil) em 1966.

Já a imagem de Tom Jobim e Chico vaiados enquanto Cynara e Cybele cantavam "Sabiá" em 1968, suavizada quando de sua inclusão na minissérie Anos Rebeldes (TV Globo, 1992), de Gilberto Braga, aqui foi mostrada em toda sua crueza.

Só o que cansou um pouco foi o excessivo número de execuções, no todo ou em parte, de "A Banda" nesse programa - devem ter sido quase 10!!

Uma surpresa foi a referência ao filme Chico Buarque, Retrato em Branco e Preto, TOTALMENTE IGNORADO no programa Cinema (vá entender esses critérios!).

O especial secreto: Palavra-chave

Durante a exibição de Saltimbancos, em 3 de dezembro de 2006, a Band apresentou um comercial da EMI que mencionava a existência de um 13º DVD, chamado Palavra-Chave, dado de brinde a quem comprasse os 12 todos de uma só vez. Morrer nessa grana preta tá com jeito de ser a única forma de saber do que se trata, porque, além da TV Bandeirantes não transmitir esse especial, a própria EMI não parecia muito empenhada em dar muitas informações. Naquela semana, uma nota no site da gravadora informava (?) o seguinte:

"DISCO 13  
1 DVD BONUS [sic] - MELHORES MOMENTOS (INCLUI CENAS INÉDITAS) 
Este box reúne os 12 DVDs da série e um DVD extra, Palavra-Chave, uma divertida montagem de clipes divididos em temas, pessoas e lugares."

E só!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Homenagem ao Artista

Chico ainda não foi convidado (que eu saiba!) para o programa Homenagem ao Artista, que Raul Gil apresenta na Band aos domingos. Mas naturalmente volta e meia é mencionado. Ele chegou a aparecer no programa de 13 de maio de 2007, no primeiro dos dois programas em que Raul homenageou Erasmo Carlos. No caso, era uma imagem da sessão em que os dois gravaram "Olha" (parceria de Erasmo com Roberto Carlos) para o DVD Erasmo Carlos Convida - Volume 2 (Indie). Uma pena que, mesmo que a participação do autor de "Carolina" tenha sido uma das mais comemoradas por Raul, foi bem na hora em que Chico aparecia que o apresentador falou, abafando o áudio do DVD...


É a gravação citada, mas não o vídeo 
exibido no referido programa do Raul Gil

Certamente uma das passagens mais engraçadas do Homenagem ao Artista envolvendo Chico foi em 8 de abril de 2007, quando Toquinho contou da maior briga que teve com o antigo parceiro - e amigo de décadas. Eles nunca divergiram por questões musicais, apenas por causa do futebol. Em 1985, quando Falcão foi contratatado pelo São Paulo, sua estréia foi num clássico contra o Corinthians. Para a preliminar, programou-se Politheama x Namorados da Noite.

No Politheama, time que mantém há anos, Chico só convida artistas famosos para jogar. Já o Namorados seria organizado por Toquinho e Miéle especialmente para a partida. Para montá-lo, ambos convocaram cantores que faziam coro nas gravações de estúdio, mas que eram sabidamente bons de bola.

O inesperado aconteceu: o Politheama foi surpreendido e derrotado pelo Namorados em pleno Pacaembu num jogo que teve transmissão nacional de TV. Em função disso, Chico ficou TRÊS MESES sem falar com Toquinho!!!

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TV Globo

Paraíso Tropical

No final de janeiro de 2007, a Globo anunciou que a citada gravação de "Olha" seria o tema de abertura da nova novela de Gilberto Braga, Paraíso Tropical. Porém, quando a trama entrou no ar, em 5 de março, o que se ouviu foi "Sábado em Copacabana" (Dorival Caymmi - Carlos Guinle Filho), que Maria Bethânia gravou especialmente para a novela.

Mas Chico, Erasmo e Roberto não tiveram do que reclamar: "Olha" passou a ser o tema do casal protagonista, Paula (Alessandra Negrini) e Daniel (Fábio Assunção), sendo tocada quase todo dia, principalmente na primeira fase do folhetim - até que Taís (também Negrini) assumisse a identidade da irmã gêmea que pensava ter matado.

Por Toda a Minha Vida - Tom Jobim

Em 27 de janeiro de 2007, dia em que Tom Jobim completaria 80 anos, a Globo apresentou um programa da série Por Toda a Minha Vida. Parece-me ter sido o único em que não houve passagens dramatizadas, como aconteceu nos programas sobre Elis Regina e Nara Leão.

A presença de Chico se concentrou no segundo bloco. Foi exibido um vídeo do FIC de 1968 (e não 1969, como foi identificado no final), em que Chico e Tom Jobim entravam para, ao lado de Cybele e Cynara, receberem as vaias do público que preferia que "Caminhando" de Geraldo Vandré, e não "Sabiá", ganhasse. Foi mostrado só o começo da música com as irmãs baianas; logo se cortou para a interpretação de Chico e Tom com a Banda Nova no Chico e Caetano (1986). Na seqüência, Chico e Tom conversaram na casa deste sobre "Anos Dourados"; chegou a aparecer os dois cantando o começo desta música no multipremiado e pouco exibido programa Antônio Brasileiro (1987).

Duas Caras

Outra música de Chico - "Folhetim" - foi incluída na novela que se seguiu a Paraíso TropicalDuas Caras, de Aguinaldo Silva, que estreou em 1 de outubro de 2007. A música, gravada por Luiza Possi, é o tema de Alzira (Flávia Alessandra).

Por Toda a Minha Vida - Nara Leão

O especial Por Toda a Minha Vida - Nara Leão, escrito por Patrícia Andrade, dirigido por João Jardim, apresentado por Fernanda Lima e exibido pela TV Globo na sexta, 26 de outubro de 2007, surpreendeu, teve seus méritos, mas também escorregou em alguns pontos.

As surpresas começaram já pelas atrizes que interpretaram Nara nos trechos encenados. Inêz Viegas decepcionou: sua voz era muito mais grave do que a de Nara, fisicamente ela não lembra a cantora e não foi convincente como atriz. Já Pérola Faria, que fez a Nara adolescente, esteve ótima. Além de ter ficado mesmo muito parecida com a cantora, ela soube valorizar em especial, aquele que considero o grande momento do programa: a reconstituição da primeira vez que Nara cantou em público. Colocou-se o áudio original do show de 1959, isso foi informado ao telespectador, e a sincronia da voz de Nara com a interpretação de Pérola foi primorosa. Somado a isso, após os primeiros segundos um pouco hesitantes, a Nara real mostrava mesmo que já era uma grande cantora nessa sua versão de "Se é Tarde me Perdoa" (Carlos Lyra - Ronaldo Bôscoli). Pérola Faria poderia muito bem, daqui a alguns anos, viver Nara no cinema.

Outra reconstituição interessante foi a do programa Pra Ver a Banda Passar, que Nara e Chico Buarque (interpretado por André Engracia) apresentaram na TV Record logo após a vitória de "A Banda" no Festival da Música Popular Brasileira de 1966. O Pra Ver a Banda Passar durou poucas semanas, porque, sendo os dois muito tímidos, não tinham realmente o perfil para segurar o programa, volta e meia ficando vários minutos em silêncio (isso no ar ao vivo!).



Um pecado técnico do programa apareceu nos depoimentos. Quando, por exemplo, Chico contou como escreveu "Com Açúcar, com Afeto", por encomenda de Nara, houve cortes entre um e outro trecho de sua fala. Isso faz com que a imagem dê "pulos" na tela - um amadorismo que não combina com o "padrão Globo de qualidade".

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TV Cultura

Especial Tom Jobim

Outro programa que comemorou os 80 anos do Maestro Soberano foi o exibido pela TV Cultura em 30 de janeiro de 2007. Dirigido por Fernando Faro, teve todas as características do Ensaio, menos a ambientação, já que foi gravado na casa de Tom, no Rio, em 1993.

As manifestações de Tom sobre Chico foram um misto de ironia com ternura. O maestro falou que "não conheceu" Chico, estava todo dia conhecendo-o (profundo isso!). Disse ainda que poderia ter pedido muitas outras letras a Chico, mas não queria incomodá-lo, já que Chico estava sempre tão ocupado (!!!). Destacou também a excelência da parceria de Chico com Edu Lobo, tocando na seqüência "Choro Bandido".

Outra ironia foi quando Tom falou sobre ter escrito os prefácios dos songbooks de Chico e de Edu, o que poderia abrir-lhe as portas de uma nova carreira, a de escritor de prefácios.

TV Record

Cidadão Brasileiro

Chico entrou na trilha desta novela exibida pela Record em 2006 cantando com Dominguinhos a clássica toada "A Vida do Viajante" (Luiz Gonzaga - Hervê Cordovil), lançada por Gonzagão em 1953. Pra quem não tá ligando o nome à música: ela é muito conhecida por seus versos iniciais: "Minha vida é andar por esse país/ Pra ver se um dia eu descanso feliz...".

Vidas Opostas

A trilha sonora da novela seguinte da Record teve apenas músicas de Chico Buarque (fora a abertura, com Leo Gandelman solando no sax "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso). A relação completa está disponível na página da novela na Wikipedia.

Desta forma, depois da Bandeirantes, que exibiu os 12 DVDs lançados pela EMI, a Record foi a emissora que brindou o público com o maior teor de chicos-buarques no período considerado.

* Publicado originalmente no site Brasileirinho - 13.1.2008


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O making-off desse texto já estava pronto: uma nota publicada no Mistura e Manda nº 175, de 14 de janeiro de 2008, explica sua curiosa confecção. 

Novidades no Brasileirinho

No domingo, 13, entrou no ar meu texto Chico Buarque na TV 2006-2007. Vale a pena contar o processo de criação desse texto. Ele é uma compilação de vários textos curtos (também conhecidos como "posts") que fiz na comunidade "Chicomaníacos" do Orkut, que criei em agosto de 2006.

Embora a comunidade tenha um número razoável - diria até bom - de inscritos, o fato é que na comunidade praticamente só quem escrevia era eu, o que era justamente o contrário da idéia de ter um espaço mais interativo do que o site. Na real, hoje eu penso que o Orkut não é um bom canal de interatividade, por ser um site que é ao mesmo tempo "fechado" (ou seja, o que está ali não aparece nos sites de busca) e no qual hoje qualquer pessoa pode se inscrever, com o fim da exigência de convite. Enfim, a coisa lá tá muito esquisita! Não devo excluir a comunidade, mas certamente a partir de fevereiro não vou mais "moderá-la" (até porque, com tão pouca participação, é muito remota a possibilidade de alguém se exceder!).

Voltando ao texto: relendo os posts que escrevi, notei que os que ainda poderiam despertar algum interesse lidos hoje tinham uma unidade temática - referiam-se às participações de Chico ou utilização de suas músicas em programas de TV aberta nesse período de um ano e meio (o que inclui boa parte dos 12 DVDs da megacaixa da EMI) - além de ser uma abordagem original, pois não há outro texto disponível na internet falando do mesmo assunto (pra variar...).

O único outro texto que me pareceu ter condições de sobreviver fora da comunidade e que não tinha a ver com Chico na TV eu publiquei no blog Protocolo do IncensoMeu Sonho com Chico (Com direito a Gal). 
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OBS: Fora os textos resgatados do Orkut, incluí nessa nova versão a nota "Altos e baixos no especial da Globo sobre Nara Leão", publicada originalmente no Mistura e Manda nº 171, de 27 de outubro de 2007. 


  • O blog Protocolo do Incenso, atualmente fora do ar, foi criado em 8 de janeiro de 2008 pela jornalista e atriz paulista Vanessa Morelli, que convidou para participar dele pessoas de diferentes profissões e lugares - entre eles Ruy Jobim Neto, Marcelo Teixeira, Ricardo Rayol, Leãonardo Carmo, Cris Passinato, Michel Fernandes, Domenico Hur, Lizandra Silva e eu. Foi lá que publiquei pela primeira vez o texto Palavras - Alóvena, ebaente, aliás escrito especialmente para aquele blog. Já o texto do sonho com Chico e Gal Costa eu só tinha publicado no Orkut (desativei minha conta em 2010, depois de realmente deixar de gerenciar a comunidade Chicomaníacos ainda em 2008) e no Protocolo do Incenso. Mas não se preocupem, vou preparar uma nova versão para ser publicada aqui no JC no dia 19!


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