quinta-feira, 26 de junho de 2014

Opinião: Malévola


Por Calila das Mercês,
de Salvador

Quando vi Malévola pela primeira vez foi em um outdoor em Salvador. E por ter me surpreendido - negativamente - com os chifres na cabeça da personagem de Angelina Jolie achei que não assistiria ao filme. Mexeu comigo a tal da Malévola e acho que esse é o grande objetivo da publicidade. Contudo, como estamos todos suscetíveis às mudanças, superei o susto do outdoor e resolvi ir ao cinema.

A grande sacada do filme Malévola, já  lida no outdoor, é que as aparências enganam. Depois de assistir ao filme dirigido pelo estreante Robert Stromberg (que já havia atuado como diretor de efeitos especiais nos recentes Avatar, Alice no País das Maravilhas e O Mágico de Oz), a minha surpresa foi de um pólo para outro, ou seja, muito positiva.

 O filme, uma produção da Disney, é uma versão adicional ao conhecido enredo de A Bela Adormecida. Trata-se de um olhar direcionado ao outro lado da história, a partir da narração da personagem já em idade avançada, a princesa Aurora, que só percebemos no final da trama.

O roteiro escrito por Linda Woolverton (que realizou trabalhos notáveis como O Rei Leão, Alice no País das Maravilhas) envolve uma magnetizante coerência de ideias, fugindo de antigos padrões e equações já conhecidas em enredos de cinema.

Outro grande ponto alto do filme é a atuação de Angelina Jolie. Muito além das suas causas humanitárias, a atriz retorna a sua força para a arte que a consagrou como uma das mais belas e talentosas atrizes de sua geração. Vale destacar também a participação de Vivienne Jolie-Pitt, filha mais nova de Angelina com Brad Pitt, em uma pequena e emocionante participação na pele da princesa Aurora ainda criança.

Malévola quebra as barreiras entre o bem e o mal, duelo sempre presente nos contos de fadas. O que faz as pessoas e as suas relações são as circunstâncias, o amor e a falta dele. 




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