domingo, 8 de junho de 2014

Poeta do Mês: Carlos Correia Santos (2)

 NU DE VIDA

Carlos Correia Santos


Veste meu nu um destino,
têcito de fios ilusão.
É porque desde menino
tenho no frio da pele emoção.

Já morri de sabiás,
sem pena, nu de colibri,
despido de não ser ave, mas
suave demais, trajando sofri.

Tanto pêlo exposto,
posto pelo não ser.
Sem um pano pra cobrir o gosto,
nu de chover.

Pois peguei o destino pra veste
e me guardei em têxtil colorida.
Existir: um traje cor celeste.
Mas eu? Sempre nu de vida.


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