domingo, 1 de junho de 2014

Poeta do Mês: Carlos Correia Santos

Nosso Poeta do Mês de junho é o paraense Carlos Correia Santos

Poeta, contista, cronista, dramaturgo, roteirista e romancista, Carlos Correia Santos é autor de dois romances premiados: Senhora de Todos os Passos venceu o Prêmio Haroldo Maranhão de Melhor Romance, concedido em 2011 pelo IAP (Instituto de Artes do Pará). Em 2008, recebeu o Prêmio Dalcídio Jurandir por Velas na Tapera. Esta obra foi lançada em Portugal em 2011. Também é autor de:  “Poeticário” (poemas), “No Último Desejo a Carne é Fria” (coletânea de contos), “Nu Nery”  e “Batista”(teatro) e Ópera Profano (teatro / Prêmio Cidade de Manaus). 

Seus textos teatrais já foram encenados em  Belém, São Luís, Natal, Recife, Camaçari (BA), Piracicaba (SP), São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília. Alguns já se encontram traduzidos ao francês e ao espanhol. Em 2008, três peças suas se classificaram no Edital Estadual de Fomento às Artes Cênicas da Secretaria de Cultura do Estado do Pará - “Adoro Theodoro”, “Duelo do Poeta com Sua Alma de Belo” e “Uma Flor Para Linda Flora”. Também foi premiado nessa área pelo IAP e pela Funarte. Por duas vezes (2007 e 2011), foi classificado no Edital Seleção Brasil em Cena do Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro. Em 2009, com “Não Conte com o Numero Um No Reino de Numesmópolis”, venceu o 3º Concurso Literatura para Todos, promovido pelo MEC. 

Tem formação como Gestor e Produtor de Eventos Culturais, pela UNAMA (Belém) e MBA em Jornalismo (FGV). É presidente da ONG Companhia Amazônica do Livro. Trabalhou e colaborou com jornais e sites do Pará, Acre, Roraima, Amapá, Amazonas e Rondônia, além do Timor On Line, do Timor Leste. 

Violonista e compositor, tendo entre seus parceiros Nilson Chaves, recentemente lançou o projeto Versivox, no qual atua como violonista e declamador ao lado dos músicos Júnior Cabral e Alberson Alves. Versivox é um grupo lítero-musical que celebra a poesia com composições autorais em jograis modernos, "que fazem as palavras se deitarem na cama da música de forma instigante". 


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SEM CARA DE PESSOA

Carlos Correia Santos

Cara pessoa das eras de hoje,
sabes que cara tem tua pessoa?
A que era de ontem?
A que é de hoje?

Cara pessoa, eras de hoje?
Pensas foste de amanhã?
És do intempo
sem cara, sem afã.

Cada pessoa de hoje
anda sem cara,
sem saber sequer quem foi Pessoa.
Cada pessoa de hoje
anda sem cara
sem saber sequer que é pessoa.

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