segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Opinião Cinema: A culpa é das estrelas? Não, das lágrimas!

Por Calila das Mercês,
de Salvador

A Culpa é das Estrelas : PosterSabe quando a reação do público diante de um filme parece mais importante do que o próprio filme? Desde que ouvi falar de A Culpa é as Estrelas a polêmica se dava em torno dos espectadores, como se o sucesso do filme dependesse do choro ou não dos que iam assistir.

O filme une os gêneros drama e romance e é baseado no best-seller homônimo – A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars, 2012) – do escritor americano John Green, que conta a história de perdas e sonhos dos jovens Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley) e  Augustus Waters (Ansel Elgort). Eles se conhecem em uma reunião de grupo de ajuda a pessoas com câncer e passam a construir uma história alicerçada em afinidades.


Segundo sites especializados em cinema no Brasil, o filme já assumiu a dianteira da maior bilheteria do ano, ultrapassando Malévola e o número de 5 milhões de espectadores. Assim como outros filmes que se inspiram em adaptações literárias (o que acaba se constituindo numa dobradinha de vendas), a produção se utiliza em seu enredo de fórmulas já conhecidas para seduzir e envolver o público. Em momento nenhum se esquece que os jovens são doentes em estado quase terminal.



De tanto tentar fugir da “história de amor perfeita” ou de um “mundo perfeito”, o roteiro pesa a mão no drama, conseguindo, assim, passar muito longe de um realismo que ele mesmo tenta forjar.

Não existe destaque para a trilha sonora ou fotografia. Todas permanecem no lugar comum das produções de estúdio americanas. Apenas a atuação dos protagonistas é envolvente e permanece acima da média.

O estigma do choro fica compreensível, pois o que mais importa na produção é a utilização recursos de comoção do público. Se eu chorei? Não. E daí??

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