quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Exposição Macapá: Navi


Navi – Uma Viagem ao Magnífico Cérebro Assombrado é a nova exposição do artista plástico amapaense Ivam Amanajás. As obras, de cunho surrealista, poderão ser apreciadas entre os dias 31 de outubro e 7 de novembro no hall do Teatro das Bacabeiras. No dia 31, a vernissage acontece a partir das 20h; nos demais dias, a mostra pode ser visitada gratuitamente no horário das 8 às 18h. Todas as telas estarão à venda. 



As 24 telas são inspiradas em homens robóticos, natureza mecanizada e vida artificial cotidiana, com uma criativa arte de vanguarda. A coleção possibilita que o visitante possa adentrar em um mundo de enigmas e mistérios, que segundo o artista, é algo fascinante para o ser humano, que vive em constantes disputas e questionamentos. 

“Sem que se perceba, nosso cérebro vive em constante disputa. Navi é uma situação amplamente surrealista, cuja mensagem principal é a ampla dependência do homem para com a máquina e a tecnologia”, explica o artista.




Dominante de temas e traços nada convencionais, Ivam Amanajás cria um perfil diferenciado em seu trabalho e como o próprio artista destaca: "Sou da Amazônia, caboclo universal, e pinto com o barro da minha terra, mas as minhas imagens são para o mundo." 

Um dos mestres do Surrealismo foi o espanhol Salvador Dalí; inspirado nele, Ivam afirma que a vertente artística é algo latente e amplamente imortal. “Qualquer coisa que não tenha um feito visual, um toque surreal, não é algo diferente e impactante. Ninguém gosta de assistir um filme com imagem estática, todos gostam do espanto, do enigma e da surpresa. Hoje tudo tem que ter efeitos visuais. Minha influência se faz em tudo aquilo que converso, vejo, leio, assisto, escuto. Nos ambientes que me rodeiam. Estamos com o planeta sendo envenenado. Estamos com o homem voltado pela mecanização e problemas, como o aquecimento global. E com estas obras quero mostrar este mundo em que criei, pois como afirma um grande impressionista amigo meu, Padre Fulvio, as cores falam” conclui.

Ivam Amanajás nasceu em 1956 em Macapá e começou a pintar muito cedo; aos 13 anos teve oportunidade participar de uma exposição coletiva no extinto Ginásio de Macapá (GM), junto com os artistas locais R. Peixe, Antônio Homobono, Olivar Cunha e Abenor Amanajás, entre outros. Ainda muito jovem, sua arte mostrou uma inclinação pela expressão surrealista, e aos poucos foi incorporando outras linguagens. 

A partir dos anos 70, o artista começou a expor fora do Amapá, primeiramente em Belém, e depois no Distrito Federal, Minas Gerais e Rio de Janeiro, tornando a sua arte conhecida nacionalmente. Hoje define seu estilo como Realismo Fantástico.



Nenhum comentário:

Postar um comentário