quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Opinião Cinema: Operação Big Hero

Por Bianca Oliveira,
de Macapá


O tal do “mundo nerd” vem dominando as telinhas, cada vez mais são lançados filmes que fazem os nerds saírem do cinema superanimados e mesmo até motivados. Robótica, ciência, valores familiares, luto, ganância e principalmente a união são os principais assuntos abordados de Operação Big Heronova animação da Walt Disney Pictures, pela primeira vez explorando personagens da Marvel, adquirida pela Disney em 2009.

A história acontece em “San Fransokyo”, uma mistura da americana San Francisco (com suas famosas ladeiras e a Golden Gate) e a japonesa Tóquio (famosa pela estética dos prédios, as roupas coloridas, e, é claro, a robótica.). Lá vive o pequeno prodígio Hiro Hamada, que passa seus dias construindo robôs para participar de lutas clandestinas, que até rendem um bom dinheiro. O irmão mais velho, Tadashi, sabe o quanto o menor é inteligente e dá um "empurrãozinho" para que ele use sua genialidade para fins mais úteis, afinal, "essas lutas são perda de tempo". Tadashi leva Hiro ao local dos sonhos nerds, um imenso laboratório onde você pode produzir o que bem entender, se divertir e ajudar as pessoas a terem uma vida melhor - é claro que Hiro não resiste. Alguns acontecimentos impedem que o caçula siga sua vida de uma forma calma, afinal, como Stan Lee sempre demonstrou nas décadas que esteve à frente da Marvel, todo herói precisa de uma grande inspiração para existir, precisa de desafios e principalmente pessoas em que ele possa confiar e que o incentivarão. Tadashi será o condutor para que Hiro não apenas encontre um rumo na vida, mas também forme um grupo de super-heróis, mais que isso, “super-amigos”.



Na história há personagens carismáticos, especialmente Fred, o sem noção de bom coração. Entretanto, a maior sacada (literalmente) é o Baymax: um robô inflável que tem uma cativante pureza e foi projetado para cuidar quando alguém se machuca; no decorrer do filme percebemos que vai muito além disso, aos poucos ele vai desenvolvendo um relacionamento com Hiro, no sentido de melhor compreender o lado emocional humano. A qualidade de sua animação é impressionante, fiquei surpresa com a textura do inflar e esvaziar e a cena de quando ele fica sem bateria nos faz rolar de tanto rir. Se torna impossível não se apaixonar, querer levar pra casa e/ou apertar (ele é fofo demais, gente!).


A animação segue o padrão Disney de qualidade, no início ela é fofa, bonitinha, bem estilo Disney. Aos poucos a história vai ficando envolvente, surpreendente, tipicamente Marvel, é muito divertido, você sai do cinema muito feliz, querendo mais e mais. Os heróis que formam o supergrupo, inspirados no mangá japonês - e que, neste longa-metragem, ganham uma boa americanizada - são ainda pouco conhecidos no Brasil mas tenho certeza que é o começo, sua fama vai crescer bastante. Todas as experiências, somada à estética mista entre as culturas americana e japonesa e a amizade crescente entre Hiro e Baymax, tornam Operação Big Hero um filme bastante divertido, empolgante e emocionante; além disso, a obra coloca em discussão temas atuais, buscando transmitir valores à plateia. Enfim, não adianta, toda a família sai de lá apaixonada.






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