domingo, 10 de maio de 2015

Opinião Cinema: Os Vingadores: Era de Ultron


Por Bianca Oliveira,
de Macapá



Vingadores, Vingadores, Vingadoooooreees.... esse texto vai ser um pouco pessoal, sou suspeita para falar: estava muito ansiosa para assistir o segundo longa, pois o tema é mais complexo que as questões de poder e as relações familiares do primeiro do grupo de super-heróis, lançado em 2012. Talvez por isso tanto tenha se falado sobre o tom "mais sombrio" do filme, claro que foi quebrado por algumas cenas de humor e romance (ou não). O certo é que houve alguns excessos...

Vamos por parte, não é?! Tudo começou com Tony Stark. Ele não superou totalmente o estresse pós-traumático apresentado em Homem de Ferro 3 (2013) e continua obcecado pela ideia de manter o mundo protegido, e aí resolveu virar um “defensor global”. Sua busca por redenção passa pela criação de uma legião de robôs, comandados por Jarvis (cuja voz é de Paul Bettany), que patrulham o mundo e pretendem torná-lo mais seguro. Como Jarvis é limitado, Tony Stark e Bruce Banner criam uma inteligência artificial de verdade, almejando a criação de um ser imune ao erro, só que , no entender de Ultron (James Spader - à direita), a salvação da Terra está diretamente ligada à destruição dos Vingadores. Vocês devem imaginar o que acontece daí em diante,  Homem de Ferro (Robert Downey Jr), Thor (Chris Hemsworth), Capitão América (Chris Evans), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) vão se unir e usar seus ultra-superpoderes para combater as forças do mal.



Junto com Ultron os gêmeos Wanda (Elizabeth Olsen) e Pietro Maximoff (Aaron Taylor-Johnson) (foto ao lado) são guiados por um desejo de vingança. Apesar do Aaron ter feito uma interpretação muito boa (especialmente na linguagem corporal do veloz personagem), Elizabeth roubou a cena, especialmente pelos seus poderes de manipulação da realidade; seu poder, ao mesmo tempo que amedrontava, era plasticamente bonito e intrigante. Um dos novos heróis a serem trabalhados é o Visão (também Paul Bettany), fruto de inadvertido esforço coletivo, algo extremamente bem pensado dentro da lógica do filme. É chamado de "inocente" logo nos primeiros momentos de vida, mas é alguém movido por uma consciência poderosa, encara a humanidade de um modo mais triste e esperançoso. Quando ele aparece todos ficamos “presos” à tela, em especial numa luta ao lado de Thor, que tem pouco o que fazer na história. Etéreo, poderoso e sutil como deve ser, o Visão é a representação pura da ideia que guia tudo aquilo.

Em cena, cada um teve o seu momento, apesar que Thor ficou um pouco apagado, exceto pela cena com seu poderoso martelo, a maior surpresa foi o espaço dado ao personagem do Gavião e a Viúva Negra, além do "climinha" dela com o Hulk, mostrando um vínculo emotivo criado entre duas pessoas solitárias justamente por conta dos medos e dos acontecimentos do passado. O Capitão ressaltou bem a sua autoridade natural, mesmo com as brincadeiras, na hora da batalha ninguém questionava seus comandos. A escalação de James Spader como Ultron foi perfeita, o tom sombrio, vingativo, a sua voz o deixou de uma forma mais ameaçadora. Ele ironiza, desafia, seduz, faz piada e mata por pura e fria lógica. Bettany também está perfeito no papel do Visão, complementando o visual exótico do personagem com um olhar ingênuo e maravilhado.


Clima rolando entre a Viúva Negra
e Bruce "Hulk" Banner


O diretor Joss Whedon sabe navegar bem entre a ação, o drama e a comédia, muitas vezes na mesma cena. Exagerou com algumas cenas de ação e se eu fosse vocês saía correndo das salas 3D, que neste caso não acrescentam nada à narrativa; o próprio diretor admitiu que não pensou no filme com a tecnologia em mente. Além da direção, Whedon se saiu bem com o roteiro também, levantando discussões importantes de um tema bem atual: inteligência artificial.

Há quem diga que adorou o filme, os mais nerds vão dizer que a “Marvel tem repetido a mesma fórmula e feito bastante dinheiro com variadas versões dela” e que eles estão atrasados e não estão abordando de verdade o dilema de ser um vingador. Será que o que vale é quanto a bilheteria arrecadou? Bom, independente do lado que cada um veja, quase todos concordam que Vingadores – Era de Ultron é mais ambicioso e equilibrado que o anterior, além de ter uma trilha sonora muito boa, e mesmo com as bastante longas sequências de combates (o que deixou um pouco chato). Enfim, o filme cumpriu seu papel e deixou o terreno preparado para as duas partes de Vingadores: Guerra Infinita.

Ah, sim, como sempre nada de sair correndo da sala, há uma surpresa durante os créditos.



Mercúrio



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