quarta-feira, 3 de junho de 2015

Museu de Arte Sacra de Paraty será reinaugurado no dia 13




Com a missão de pesquisar, conservar, expor e promover culturalmente o acervo de arte sacra pertencente às irmandades religiosas da cidade, o Museu de Arte Sacra de Paraty (MAS) reabre suas portas a partir do dia de 16 de maio de 2015, as 19:30horas.   

A cerimônia oficial de abertura do Museu de Arte Sacra será em 13 de junho às 19:30 e deve contar com a presença de autoridades do Governo Federal, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, do prefeito de Paraty, do pároco da cidade e representantes do IPHAN, IBRAM, Petrobras (patrocinadora da requalificação) e autoridades locais. Para marcar o acontecimento, será realizada a trasladação da imagem de Santa Rita da Igreja Matriz de Nossa Senha dos Remédios – local onde ficou durante o período de obras – até a Igreja de Santa Rita (foto), sede do museu.  A procissão solene será acompanhada pela comunidade paratiense urbana e rural.

Antes da entrada das imagens na igreja, o mastro da tradicional Festa de Santa Rita será erguido no Largo Santa Rita para a edição de 2015 – que acontece entre 10 e 19 de julho. A reinauguração do MAS Paraty terá ainda a participação da Banda Santa Cecília e do Coral da Universidade do Rio de Janeiro – UNIRIO.

O MAS PARATY

Instalado dentro do conjunto arquitetônico de Santa Rita – a Igreja mais antiga da cidade, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) –, o MAS ganhou uma nova exposição de longa duração com o intuito de estreitar ainda mais sua relação com a população local, seus ritos religiosos e suas festas. O novo percurso de visitação dá mais destaque a seu rico acervo, que reúne peças de outras três igrejas da cidade – Nossa Senhora dos Remédios, Nossa Senhora do Rosário e Nossa Senhora das Dores.

A narrativa adotada remonta ao percurso histórico, estilístico e artístico do próprio conjunto arquitetônico, propondo mais visibilidade às peças, que passam a ocupar a nave central da igreja, além da sacristia – onde ficavam originalmente. O roteiro inclui informações históricas e iconográficas, além da origem e procedência das imagens mais relevantes do acervo, e as vincula às práticas rituais e organizacionais das festividades mantidas pela comunidade local, contextualizando seus usos nas várias confrarias paratienses. A relação com a comunidade também está refletida na criação de uma peça interativa sobre religiosidade, montada a partir de depoimentos de figuras locais.

O acervo também recebeu cuidados, de catalogação e de restauro durante o período em que a instituição esteve fechada, culminando na instalação da nova Reserva Técnica. A organização do acervo, além de facilitar e estimular a pesquisa, que tem grande valor histórico e religioso, deve contribuir para aprimorar o fluxo de empréstimos de peças. Como já é de costume, os objetos continuarão a ser retirados do museu durante as festas religiosas de Paraty, para uso nas celebrações, e devolvidos posteriormente.

Fechado desde 2011, o MAS foi incluído no processo de requalificação do conjunto arquitetônico de Santa Rita, que teve início em 2006, e prevê a salvaguarda do patrimônio material e imaterial da instituição. As ações foram iniciadas com a descupinização dos retábulos e com a recuperação da estrutura do telhado. A iniciativa, coordenada pela Expomus, também contemplou a execução de um novo projeto luminotécnico; a restauração, recuperação e pintura de suas estruturas físicas – fachada e interior –, que datam de 1722; e a recuperação de parte dos objetos litúrgicos e do Passo da Paixão, chamado de "Coroação de Espinhos", inserido na fachada lateral da Igreja de Santa Rita, que forma, junto com outros cinco existentes no perímetro urbano tombado, um conjunto valioso.

Quanto às obras estruturais, os destaques são a restauração do telhado e da rede elétrica, além da pintura dos forros. As obras foram viabilizadas com o apoio de Alain e Haydee Belda, e de José Bento e Daniela Tonetti.

Durante o processo de requalificação do Museu de Arte Sacra de Paraty, o desenvolvimento da pesquisa e dos projetos também contou ainda com o patrocínio da Caixa Econômica Federal, por intermédio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Todo o processo teve a coordenação e o acompanhamento técnico da Expomus, empresa com mais de 33 anos na execução de projetos museológicos.

Museu de Arte Sacra faz parte do complexo turístico de Paraty

Tombada pelo Instituto do Patrimônio e Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, a cidade de Paraty representa um dos maiores expoentes do período colonial no Rio de Janeiro. Todos os anos, a cidade recebe milhares de visitantes durantes as tradicionais festas religiosas e na consagrada Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

O projeto de requalificação do Museu de Arte Sacra de Paraty, localizado na Igreja de Santa Rita, visa contribuir para o desenvolvimento do turismo local e regional, além de atender à necessidade de conservação do monumento e de seu acervo. Com apoio do IPHAN e do Ministério da Cultura, as obras de restauração e a instalação de uma exposição de longa duração valorizam um dos principais patrimônios do circuito urbano tombado de Paraty, devolvendo à cidade um importante símbolo cultural e religioso.


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