terça-feira, 30 de junho de 2015

Opinião Cinema: Qualquer gato vira-lata 2

Por Bianca Oliveira, 
de Macapá



Qualquer Gato Vira-Lata 2sequência da comédia de 2011, chegou aos cinemas como uma promessa de entretenimento e risos soltos. É claro que levar uma peça de teatro para o cinema não é fácil, ainda mais quando se trata de um sucesso como Qualquer gato vira-lata tem a vida sexual mais sadia que a nossa, peça de Juca de Oliveira estrada em 1998, mas devo dizer que no primeiro filme o resultado até que foi bem satisfatório. Mas, no segundo, a equipe só manteve os atores, investiu num roteiro original... e errou ao não procurar inovar ou surpreender: foi muita propaganda para pouco conteúdo de fato.

Não sei se você já viu o primeiro filme, se não viu não perdeu nada (risos) mas, ok, vou te dar um “resumão”. Tati (Cléo Pires) é uma jovem apaixonada pelo namorado Marcelo (Dudu Azevedo) mas, ele quer um tempo. Pobre Tati, apaixonada pelo cara errado. Aí, ela conhece o Conrado (o gatíssimo Malvino Salvador), que é professor de Biologia, e se oferece para ser cobaia numa pesquisa dele. Ou seja, um usando o outro com objetivos diferentes - e no fim, acabam se apaixonando. E é sobre toda essa paixão que o 2 pretende falar.

Tati viaja com seu namorado Conrado para o lindo Caribe (curiosidade: apesar de  a locação parecer muito com o Caribe, a filmagem aconteceu em um resort baiano), onde ele vai fazer o lançamento de seu novo livro. Aproveitando a ocasião, Tati arma um pedido de casamento surpresa (Isso mesmo, ela que vai pedir. Ui, eles tentaram inovar - risos) com a ajuda de sua melhor amiga Paula (Leticia Novaes) e sua sogra tarada Glaucia (Stella Miranda). Mas o tiro sai pela culatra: Conrado responde com um “Posso pensar?”, o ex-namorado dela, Marcelo, resolve aproveitar a oportunidade, Tati acaba virando cobaia de uma pesquisa da ex-mulher de Conrado, Ângela (Rita Guedes) e o filme vira uma zona.

Dirigido por Roberto Santucci e Marcelo Antunez, o filme consegue ser mais tosco que o anterior na redução do discurso feminista, igualando por vezes todo o conteúdo da discussão a um simples recalque, inveja e um blablablá nada filosófico. Tentaram inovar com a mulher fazendo o pedido de casamento mas acabaram ridicularizando a moça. Roteiro pobre, pobrinho, histórias fúteis que tentam ser divertidas, tudo deixando um ar de “faltou alguma coisa aqui”, sem explorar as situações como poderiam. 

A fofa da Mel Maia, apesar de ser uma criança, sem dúvidas é a que mais nos faz dar uma gargalhada aqui e acolá, talvez seja até a mais madura do elenco. O personagem Magrão (Álamo Facó) também é o alívio cômico do filme, o bobo da corte. Entre as qualidades do filme, também dá para apontar a abertura e a fotografia.

Se você estiver a fim de dar umas gargalhadas, sem exigir uma história mirabolante, apenas algo leve e simples, regado a tequila, sexo casual, algum romantismo e participação especial do Fábio Jr, então com certeza vale a pena ver o filme.

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