quinta-feira, 30 de julho de 2015

Opinião Cinema: Cidades de Papel

Por Bianca Oliveira
de Macapá


Ah, a adolescência! As espinhas, todos esses hormônios, as primeiras vezes de tantas coisas, as modinhas, medos e sonhos. São dramas da fase sim, tenho certeza que você já passou por (quase) tudo isso e poucos autores souberam escrever sobre esses dilemas tão bem quanto o John Green. Confesso que não sou fã dele, não gostei de A Culpa é das Estrelas, fui com um pé atrás assistir Cidades de Papel e vejam bem, fui surpreendida, até procurei o  livro depois. Uma produção cativante de verdade.

Vamos com calma, contar um pouquinho do filme primeiro. Margo (Cara Delevingne) e Quentin (Nat Wolff) são amiguinhos de infância mas, com o tempo vão se afastando. Ela é uma jovem imprevisível, dona do seu próprio nariz e que tem muita atitude; e ele? Introvertido, tímido e estável. Os dois são bastante diferentes e mesmo assim ele é perdidamente apaixonado por ela, desde pequeno (ah, os clichês adolescentes). Numa noite para lá de anormal, ela invade o quarto do rapaz e pede sua ajuda para executar um elaborado plano de vingança, claro que ele topa e acredite em mim, eu queria uma noite daquelas. No dia seguinte, Margo simplesmente desaparece sem avisar ninguém. O apaixonado quer encontrar sua amada e com a ajuda dos amigos Ben (Austin Abrams), Radar (Justice Smith), Lacey (Halston Sage) e Angela (Jaz Sinclair), embarca em uma viagem à procura de Margo.




Que romântico não é? Bingo! Essa é a grande sacada, durante o filme todo somos levados a crer que o tema central é o lance do casal, o amor e toda essa lorota que fazem os teens perderem a cabeça. Mas a amizade e a jornada de autoconhecimento durante a busca é que é o foco, o que nos faz refletir. Aliás, histórias com desfechos inusitados são a marca de Green. O filme foi livre, não seguiu à risca o livro, o final é diferente, há aqueles que vão dizer que não deveriam ter mudado, que queriam a cópia fiel mas, EU, BIANCA OLIVEIRA, amo surpresas, o que adianta ir pro cinema já sabendo o final? Falando nisso, vou contar um segredinho para vocês, Ansel Elgort aparece no filme. Sim, ele mesmo, não vou falar onde senão estraga a emoção, só vou dizer que as meninas na minha sessão gritaram igual desesperaaadas.

Os roteiristas (Scott Neustadter e Michael H. Weber) são os mesmo de A Culpa é das Estrelas; amei o roteiro leve e bonito, mesmo no começo tendo sido meio chatinho. Mas a dupla cometeu um erro: não aprofundou a busca pelas pistas, foi algo superficial e rápido. Mas os nerds vão adorar as cenas que remetem a elementos de cultura pop, de Game of Thrones a uma épica cena com Pokémon, muito lindaaa. 

Vale ressaltar o entrosamento entre o elenco, todos pareciam que eram amigos de verdade, e não atores contracenando. Uma curiosidade "daora": Nat Wolff (foto à direita) contou na coletiva de imprensa que divide o apartamento com Justice Smith e todos do elenco possuem um grupo de WhatsApp (ah, mais um clichê adolescente). 


Enfim: Cidades de Papel é um filme leve, cativante que faz você refletir e que faz com que mesmo quem não é adulto se encante, sabe aquela nostalgia gostosa de quando você estava saindo do ensino médio? Pois é..... Vale a pena assistir, garanto a vocês e, pra terminar, uma dica: não vá com expectativas, deixe Green surpreendê-lo. Ele sabe o que faz.

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