quinta-feira, 2 de julho de 2015

Opinião Cinema: Velozes e Furiosos 7

por Bianca Oliveira,
de Macapá

Todos já sabem que a franquia Velozes e Furiosos é exagerada, eles se assumem mesmo, e no Velozes e Furiosos 7 o exagerado chega em outro nível. Mas, mesmo assim, apesar de tudo, esse filme teve um toque diferente, sentimentalismo, estratégias e, claro, carros voando por todo lado, confrontos e uma enorme carga dramática, dá pra perceber que não foi um mero produto comercial, foi uma bela homenagem para Paul Walker, que sofreu um acidente fatal de carro em 30 de novembro de 2013, durante a produção deste filme. 

O mais legal foi a construção de uma cronologia. A trama começa um pouco antes do final de Velozes & Furiosos 6 (2013), avança para a trama de Velozes & Furiosos - Desafio em Tóquio (2006) e depois segue adiante. A história apresenta Deckard Shaw (Jason Statham) em busca de vingança contra aqueles que deixaram seu irmão mutilado no hospital. Depois de ferir o pobre agente Hobbs (Dwayne Johnson) e assassinar Han (Sung Kang), Shaw vai atrás de Dom (Vin Diesel) e seus amigos (ou seria melhor dizer família?). Para detê-lo, Dom e Brian (Paul Walker) se unem novamente para uma história repleta de aventuras para resgatar uma hacker (Nathalie Emmanuel linda e maravilhosa - foto abaixo), que possui um dispositivo capaz de localizar qualquer pessoa no mundo.


Carros desafiam as leis da física, gravidade e tudo mais. Eles voam, saltam de prédios, fazem de tudo e o mais incrível é que Vin Diesel e seus companheiros saem ilesos (sem nem um sanguinho no canto da boca) de provações que transformariam qualquer pessoa em uma folha amassada. A sintonia do elenco é incontestável, as cenas de brigas são animadoras como na da Michelle Rodriguez versus Ronda Rousey. Mas Jordana Brewste foi esquecida, abandonada. 




James Wan teve suas falhas como diretor, os combates apresentam cortes prejudiciais durante as cenas, mas ele ainda aproveitou o potencial da sua equipe. Ao contrário do Chris Morgan que errou feio no roteiro, frases clichês, chatas, sem noção e que cansam o espectador.

Caleb e Cody Walker (irmãos de Paul) colaboraram com as filmagens, atuando como dublês - é possível observar a jogada de câmeras para esconder o rosto. Quem é fã vai ficar emocionado (mesmo que o filme não seja lá essas coisas); o final é recheado de depoimentos e demonstrações de carinho para Paul (foto abaixo). Foi uma bela homenagem.


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