quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Sétima cria canal no Kickante para ajudar no financiamento de filmes independentes

A Sétima, plataforma exclusiva para filmes brasileiros, fez no primeiro semestre a Primeira Chamada Pública para que qualquer realizador de cinema do Brasil pudesse mandar seus trabalhos. Mais de 200 produções audiovisuais foram inscritas. Ficar atento às novidades sobre as futuras chamadas públicas é a principal maneira para fazer parte da Sétima. Agora você tem mais uma oportunidade de fazer parte deste catálogo.

Em parceria com a plataforma de financiamento colaborativo Kickante, a Sétima criou o canal http://setima.kickante.com.br, para que você possa arrecadar o dinheiro necessário para sua produção e talvez também exibir seu curta, média ou longa-metragem na Sétima - isso porque as campanhas de projetos audiovisuais bem sucedidas na Kickante automaticamente participarão de uma seleção especial para integrar o catálogo da Sétima, mesmo que não haja uma chamada pública aberta.

Na Kickante as campanhas de arrecadação podem ser tudo ou nada (o dinheiro é devolvido aos contribuidores caso a meta não seja atingida) ou flexíveis (onde você recebe o dinheiro arrecadado, independente de alcançar a meta), com pagamento da contribuição parcelado ou no boleto bancário. Você não paga nada para criar o projeto de financiamento coletivo e ainda tem assessoria de marketing grátis para alavancar sua campanha.

Essa parceria une os elos do cinema: produção, distribuição e exibição. O filme financiado via Kickante conta com a tecnologia da Sétima para que, depois de pronto, alcance os espectadores de maneira eficiente. Seu projeto pode ser para a produção do filme, finalização, legendagem, audiodescrição, distribuição, exibição e etc. Se você tem uma ideia e não sabe como arrecadar fundos, que tal usar o crowdfunding e levantar a grana que você precisa para fazer seu filme acontecer?

A parceria permite aos independentes do nosso cinema contar com a experiência da Kickante, o site com o maior case de financiamento coletivo do Brasil, e o apoio da Sétima para conversar sobre como financiar e exibir sua produção. Dúvidas? Escreva para filmes@setima.tv

Cursos São Paulo: Mímica Total e Teatro Físico


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Opinião Cinema: Meu Passado me Condena 2

Por Bianca Oliveira, 
de Macapá


Quem acompanha meus textos sabe que dificilmente uma comédia brasileira me agrada mas, ainda assim eu insisto em ir assisti-las e foi assim com Meu passado me condena 2. Sim, eu já tinha assistido o primeiro e confesso que fiquei até surpresa com seu potencial do filme. Bom, para quem não sabe, o primeiro filme é baseado em uma série de TV, já teve peça teatral e até livro, todos arrecadaram uma boa grana, e era meio óbvio que teria uma continuação. E será que o segundo me cativou, surpreendeu, fez alguém rir pelo menos?!

A história é clichê.  Após toda a confusão no cruzeiro louco de 2013, vemos os protagonistas, Fábio (Fábio Porchat) e Miá (Miá Mello), em uma crise no casamento, a crise dos sete anos e tal. Miá está saturada da infantilidade do seu marido e pede o divórcio, porém, Fábio aproveita a morte da avó em Portugal como desculpa para eles viajarem e ele tentar reconquistar sua amada. Chegando lá melhorou? Claro que não! Miá vai entrar em contato com o passado do seu marido, conhecer Ritinha (Mafalda Rodiles), e Alvaro (Ricardo Pereira), onde começam as rivalidades do casal (como no primeiro filme). Basicamente é isso, a história não tem grande evolução, um desfecho surpreendente, nada demais, um roteiro chato e previsível.




Calma! Não vou ficar só criticando, a diretora Julia Rezende foi bastante inteligente em trazer um lugar diferente para as telas, a fotografia está maravilhosa, até o figurino foi caprichado (veja bem, caprichar no figurino não é uma característica marcante da comédia brasileira). O cuidado com os detalhes mostra que essas produções estão crescendo, buscando melhorar cada vez mais.


Em relação aos atores eu gosto bastante da Miá Mello e ela se entregou ao personagem, Fábio Porchat completou bem Miá, formam um casal que são opostos e que se completam (Mas se tiver outra continuação, melhor trocar o disco, porque não dá pra só ficar girando em torno dos problemas matrimoniais). Álvaro e Ritinha são chatos e nem um pouco interessantes. Apesar dela atuar superbem, nesse filme estava super sem sal nem pimenta. E ele é todo machista (mas que foi divertido ver Miá dando umas lições de moral no cara, isso foi). O vovô Nuno (Antonio Pedro) é até fofinho, só que parou por ai.

O que ainda quero entender é porque diabos Wilson (Marcelo Valle) e Suzana (Inez Viana) estão no segundo filme, eu os deixaria só no primeiro - é claro, são alívios cômicos, é engraçado ver a implicância dos dois, que sempre termina em sexo, porém não há evolução, continuaram na mesma, a não ser pelo fato de agora serem donos de uma funerária na cidade da família de Fábio. Cabeça (Rafael Queiroga) foi outro que "ressuscitou" do primeiro, dessa vez teve uma aparição bem rápida, bem figurante mesmo.

Não é um filme surpreendente, com o melhor roteiro do mundo, nem com um fim imprevisível, mas traz boas risadas, Fábio e Miá continuam engraçados sem ter um humor puxado (Isso é mais importante que imaginam) e não podemos esquecer que teve uma produção bem mais caprichada do que estamos acostumados a ver nas comédias brasileiras. Clichês a parte, pelo menos as risadas em algumas cenas estão garantidas.



Salvador: Programação do Teatro Sesc-Senac Pelourinho em setembro


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Sejamos multiplicadores

Foto: Fabio Gomes
Salvador - Estou desde final de julho na Bahia, divulgando meus curta-metragens da série As Tias do Marabaixo e minha Oficina de Cinema Independente (cuja ideia me ocorreu já em solo baiano, quando eu vinha para cá procedente de Palmas, Tocantins). A primeira edição da Oficina, que seria em meados de agosto em Jequié, a 366km da capital baiana, foi remarcada para os próximos dias 11, 12 e 13 de setembro. É claro que meus amigos imaginam que eu passe os dias na beira da praia tomando água de coco apreciando o pôr-do-sol (como o da foto acima), e à noite corra atrás do trio elétrico (ah, os estereótipos etc - risos), mas a verdade é que minha rotina aqui envolve bastante trabalho, incluindo o contato com possíveis contratantes de minha Oficina. Nesta semana, ao conversar com a responsável por uma ONG de arte-educação que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, ela assim comentou após eu lhe descrever a Oficina: "Vejo que você investe na formação de multiplicadores". 
É muito interessante quando a gente recebe um retorno como esse, um olhar vindo de fora mas que paradoxalmente consegue captar num instante uma síntese do que se nos passa por dentro. Confesso que nunca havia pensado na Oficina nesses termos, mas com certeza de imediato reconheci, aceitei e assumi o novo termo (assumi, ou para usar uma expressão da moda, me apropriei dele).
Sim, invisto na formação de multiplicadores. Não só na Oficina, onde isso é de fato mais visível - eu, enquanto cineasta, compartilho com os inscritos minha experiência na área, o que vai ter como efeito multiplicar o número de pessoas que a partir dali irão se dedicar ao cinema, seja como hobby, seja profissionalmente. 
Mas também não posso deixar de considerar um investimento na formação de multiplicadores a nova orientação editorial do meu blog Jornalismo Cultural, no ar desde 2005 (o 10º aniversário é no dia 6 de outubro). Em boa parte desta década, o blog (atualizado como site nos primeiros seis anos) priorizava a publicação de agenda cultural (shows, filmes e peças em cartaz, lançamento de livros) e opinião (comentários sobre os frutos desta movimentação cultural). A estes dois aspectos, está sendo acrescido um terceiro - a cobertura de editais públicos na área de cultura e da política cultural como um todo.
Há uma infinidade de editais abrangendo todas as vertentes artísticas sendo lançados anualmente por empresas privadas e também pelas três instâncias governamentais - o Governo Federal, os governos estaduais e uma grande parte dos 5.570 municípios brasileiros. Isso sem falar dos editais lançados por entidades de outros países, abertas a qualquer pessoa do mundo (bastante comuns nas áreas de cinema e fotografia). Infelizmente, quem acompanha os veículos da mídia de massa tradicional tem acesso a muito pouco dessa infinidade - os "jornalões" costumam dar mais destaque a editais abertos por grandes empresas privadas, que não são os únicos, nem necessariamente os melhores caminhos. 
Se levarmos em conta que na quase totalidade desses editais estamos falando de verbas públicas (ou por investimento direto do Estado, ou por renúncia fiscal em boa parte dos editais privados), considero que ao priorizar a cobertura de editais estou não só cumprindo o meu papel jornalístico de prestador de um serviço ao público de meu país, mas igualmente investindo na formação de multiplicadores, ou ao menos sendo mais um canal de acesso a informações que lhe são vitais. 
E você? Já parou para pensar como pode ser um multiplicador em sua área de atuação?

Sarau Serra (ES): Casarão Projures


Música João Pessoa: Mira Maya canta Gal Costa


Música Niterói (RJ): Marvio Ciribelli recebe Azymuth


Música Curitiba: Tulipa Ruiz


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Música Cuiabá: Cartola na Academia


Workshop Porto Alegre: Teatro Musical


Exposição Rio de Janeiro: Fragmento #2015_1



A mostra foi prorrogada até 25/10, no horário de terça-feira à domingo, das 12h às 19h, com entrada franca. 


Exposição Belém: Ferramentas


Teatro São Paulo: Tempo de Amar, o Musical



Dança Salvador: Encontro de Salão


Opinião Cinema: Homem-Formiga

Por Bianca Oliveira,
de Macapá



De uns tempos para cá a Marvel resolveu ousar, liberdade que é permitida, claro, por ela ser detentora de uma das mitologias mais conhecidas e rentávei$ do mundo contemporâneo. Após arriscar na aposta em Guardiões da Galáxia, que muitos acreditavam que seria seu primeiro fracasso, a Casa das Idéias aumentou a dose ao jogar suas fichas em O Homem-Formiga, personagem que existe nos quadrinhos há décadas, mas nunca foi exatamente um grande sucesso. É, mais uma vez Marvel prova que sabe o que tá fazendo e que suas apostas são sucessos garantidos.

Vamos para uma pequena introdução apenas para entendermos o contexto. Criado por Stan Lee em 1962, o pequeno super-herói, membro fundador dos Vingadores, já teve três encarnações nos quadrinhos: Hank Pym, Scott Lang e Eric O’Grady. No filme, o protagonista é Scott Lang, segunda encarnação do Homem-Formiga nos quadrinhos. 

O filme começa em 1989, quando o Dr. Hank Pym (Michael Douglas), o inventor da roupa que permite o encolhimento de seres vivos, rompe com os poderosos da empresa onde trabalha e revela alguns fatos importantes; em seguida a ação já pula para os dias atuais, mostrando o último dia na cadeia do Scott Lang (Paul Rudd), que, por sua filha, decide ter um trabalho decente. Só que quando seus empregadores descobrem se tratar de um ex-presidiário, o pobre é demitido. Em apuros financeiros, ele aceita participar de um golpe na casa de um milionário mas, imaginem só, é tudo uma invenção só para atrair o cara! Sim! Dr. Pym passou anos observando o ladrão, e o escolhe ele para salvar o planeta. Mas, por quê? Bom, Dr. Pym quer impedir que seu ex-pupilo Darren Cross (Corey Stoll) consiga replicar a fórmula do encolhimento e a use para fins armamentistas e bélicos ao criar o traje de nome Jaqueta Amarela.

O elenco principal está ótimo, especialmente Paul Rudd, que como Scott Lang,  ganha rapidamente a simpatia do público em uma interpretação carismática e humana. Além de que o cercaram de personagens cativantes e ótimos alívios cômicos, suas interações com o grupo de criminosos atrapalhados liderados por seu amigo Luis (Michael Peña,) e com o policial certinho (Bobby Cannavale) noivo de sua ex-mulher (Judy Greer) não só rende cenas divertidas, como também faz com que todos torçam mais ainda por Lang. E sem contar as cenas fofas com sua filha.


Michael Douglas


O ator Corey Stoll (Darren Cross) está muito bem no papel de vilão principal do filme, ele não é um super-vilão que fica se fantasiando para sair por aí fazendo maldade, tanto que ele só usa o uniforme de Jaqueta Amarela nas ultimas cenas. Cross é apenas um empresário que quer saber do lucro e principalmente quer mostrar ao seu ex-mentor que aprendeu direitinho suas lições, ou não. E, por incrível que pareça, a relação mentor/pupilo entre Hank Pym e Scott Lang é um dos pontos mais positivos do filme. A atuação mais chatinha fica por parte da Evangeline Lilly, que no filme é Hope, a filha do Dr. Hank. Faltou carisma.


Essa produção traz uma riqueza de detalhes que eu nunca tinha visto no cinema. A ação não deixa barato e aproveita bem os recursos macro: a formiga, a gota d´água, o ácaro, o pólen, o átomo, os elétrons, um mundo que muitos não dão a devida atenção. O diretor Peyton Reed também acerta no lado da aventura, trazendo uma excelente estética para o filme, as cenas de ação são as mais gostosas, tantos detalhes que nos enchem os olhos, surpresas e mais surpresas. Sem dúvidas, as melhores cenas são as em que descobrimos o fantástico mundo das formigas. E o que falar da cena no “trem”? Simplesmente linda, inusitada e que arranca boas gargalhadas e surpresas. Usem e abusem do 3D (olha que é difícil eu dizer isso!), realmente vale a pena. E que trilha sonora, hein? Perfeita, caiu como uma luva. O ponto negativo é o roteiro que foi fraco, com conversas bem clichês, o que aliás já era esperado.

Ah, como de costume em se tratando de Marvel, não esqueça das cenas extras, uma durante os créditos e outra, menor porém mais importante, depois.






Música João Pessoa: Maria Juliana