quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Opinião Cinema: Homem-Formiga

Por Bianca Oliveira,
de Macapá



De uns tempos para cá a Marvel resolveu ousar, liberdade que é permitida, claro, por ela ser detentora de uma das mitologias mais conhecidas e rentávei$ do mundo contemporâneo. Após arriscar na aposta em Guardiões da Galáxia, que muitos acreditavam que seria seu primeiro fracasso, a Casa das Idéias aumentou a dose ao jogar suas fichas em O Homem-Formiga, personagem que existe nos quadrinhos há décadas, mas nunca foi exatamente um grande sucesso. É, mais uma vez Marvel prova que sabe o que tá fazendo e que suas apostas são sucessos garantidos.

Vamos para uma pequena introdução apenas para entendermos o contexto. Criado por Stan Lee em 1962, o pequeno super-herói, membro fundador dos Vingadores, já teve três encarnações nos quadrinhos: Hank Pym, Scott Lang e Eric O’Grady. No filme, o protagonista é Scott Lang, segunda encarnação do Homem-Formiga nos quadrinhos. 

O filme começa em 1989, quando o Dr. Hank Pym (Michael Douglas), o inventor da roupa que permite o encolhimento de seres vivos, rompe com os poderosos da empresa onde trabalha e revela alguns fatos importantes; em seguida a ação já pula para os dias atuais, mostrando o último dia na cadeia do Scott Lang (Paul Rudd), que, por sua filha, decide ter um trabalho decente. Só que quando seus empregadores descobrem se tratar de um ex-presidiário, o pobre é demitido. Em apuros financeiros, ele aceita participar de um golpe na casa de um milionário mas, imaginem só, é tudo uma invenção só para atrair o cara! Sim! Dr. Pym passou anos observando o ladrão, e o escolhe ele para salvar o planeta. Mas, por quê? Bom, Dr. Pym quer impedir que seu ex-pupilo Darren Cross (Corey Stoll) consiga replicar a fórmula do encolhimento e a use para fins armamentistas e bélicos ao criar o traje de nome Jaqueta Amarela.

O elenco principal está ótimo, especialmente Paul Rudd, que como Scott Lang,  ganha rapidamente a simpatia do público em uma interpretação carismática e humana. Além de que o cercaram de personagens cativantes e ótimos alívios cômicos, suas interações com o grupo de criminosos atrapalhados liderados por seu amigo Luis (Michael Peña,) e com o policial certinho (Bobby Cannavale) noivo de sua ex-mulher (Judy Greer) não só rende cenas divertidas, como também faz com que todos torçam mais ainda por Lang. E sem contar as cenas fofas com sua filha.


Michael Douglas


O ator Corey Stoll (Darren Cross) está muito bem no papel de vilão principal do filme, ele não é um super-vilão que fica se fantasiando para sair por aí fazendo maldade, tanto que ele só usa o uniforme de Jaqueta Amarela nas ultimas cenas. Cross é apenas um empresário que quer saber do lucro e principalmente quer mostrar ao seu ex-mentor que aprendeu direitinho suas lições, ou não. E, por incrível que pareça, a relação mentor/pupilo entre Hank Pym e Scott Lang é um dos pontos mais positivos do filme. A atuação mais chatinha fica por parte da Evangeline Lilly, que no filme é Hope, a filha do Dr. Hank. Faltou carisma.


Essa produção traz uma riqueza de detalhes que eu nunca tinha visto no cinema. A ação não deixa barato e aproveita bem os recursos macro: a formiga, a gota d´água, o ácaro, o pólen, o átomo, os elétrons, um mundo que muitos não dão a devida atenção. O diretor Peyton Reed também acerta no lado da aventura, trazendo uma excelente estética para o filme, as cenas de ação são as mais gostosas, tantos detalhes que nos enchem os olhos, surpresas e mais surpresas. Sem dúvidas, as melhores cenas são as em que descobrimos o fantástico mundo das formigas. E o que falar da cena no “trem”? Simplesmente linda, inusitada e que arranca boas gargalhadas e surpresas. Usem e abusem do 3D (olha que é difícil eu dizer isso!), realmente vale a pena. E que trilha sonora, hein? Perfeita, caiu como uma luva. O ponto negativo é o roteiro que foi fraco, com conversas bem clichês, o que aliás já era esperado.

Ah, como de costume em se tratando de Marvel, não esqueça das cenas extras, uma durante os créditos e outra, menor porém mais importante, depois.






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