sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Opinião Cinema: Meu Passado me Condena 2

Por Bianca Oliveira, 
de Macapá


Quem acompanha meus textos sabe que dificilmente uma comédia brasileira me agrada mas, ainda assim eu insisto em ir assisti-las e foi assim com Meu passado me condena 2. Sim, eu já tinha assistido o primeiro e confesso que fiquei até surpresa com seu potencial do filme. Bom, para quem não sabe, o primeiro filme é baseado em uma série de TV, já teve peça teatral e até livro, todos arrecadaram uma boa grana, e era meio óbvio que teria uma continuação. E será que o segundo me cativou, surpreendeu, fez alguém rir pelo menos?!

A história é clichê.  Após toda a confusão no cruzeiro louco de 2013, vemos os protagonistas, Fábio (Fábio Porchat) e Miá (Miá Mello), em uma crise no casamento, a crise dos sete anos e tal. Miá está saturada da infantilidade do seu marido e pede o divórcio, porém, Fábio aproveita a morte da avó em Portugal como desculpa para eles viajarem e ele tentar reconquistar sua amada. Chegando lá melhorou? Claro que não! Miá vai entrar em contato com o passado do seu marido, conhecer Ritinha (Mafalda Rodiles), e Alvaro (Ricardo Pereira), onde começam as rivalidades do casal (como no primeiro filme). Basicamente é isso, a história não tem grande evolução, um desfecho surpreendente, nada demais, um roteiro chato e previsível.




Calma! Não vou ficar só criticando, a diretora Julia Rezende foi bastante inteligente em trazer um lugar diferente para as telas, a fotografia está maravilhosa, até o figurino foi caprichado (veja bem, caprichar no figurino não é uma característica marcante da comédia brasileira). O cuidado com os detalhes mostra que essas produções estão crescendo, buscando melhorar cada vez mais.


Em relação aos atores eu gosto bastante da Miá Mello e ela se entregou ao personagem, Fábio Porchat completou bem Miá, formam um casal que são opostos e que se completam (Mas se tiver outra continuação, melhor trocar o disco, porque não dá pra só ficar girando em torno dos problemas matrimoniais). Álvaro e Ritinha são chatos e nem um pouco interessantes. Apesar dela atuar superbem, nesse filme estava super sem sal nem pimenta. E ele é todo machista (mas que foi divertido ver Miá dando umas lições de moral no cara, isso foi). O vovô Nuno (Antonio Pedro) é até fofinho, só que parou por ai.

O que ainda quero entender é porque diabos Wilson (Marcelo Valle) e Suzana (Inez Viana) estão no segundo filme, eu os deixaria só no primeiro - é claro, são alívios cômicos, é engraçado ver a implicância dos dois, que sempre termina em sexo, porém não há evolução, continuaram na mesma, a não ser pelo fato de agora serem donos de uma funerária na cidade da família de Fábio. Cabeça (Rafael Queiroga) foi outro que "ressuscitou" do primeiro, dessa vez teve uma aparição bem rápida, bem figurante mesmo.

Não é um filme surpreendente, com o melhor roteiro do mundo, nem com um fim imprevisível, mas traz boas risadas, Fábio e Miá continuam engraçados sem ter um humor puxado (Isso é mais importante que imaginam) e não podemos esquecer que teve uma produção bem mais caprichada do que estamos acostumados a ver nas comédias brasileiras. Clichês a parte, pelo menos as risadas em algumas cenas estão garantidas.



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