domingo, 28 de fevereiro de 2016

Opinião Cinema: Snoopy e Charlie Brown: Peanuts, O Filme

Por Bianca Oliveira, 
do Rio de Janeiro





Como não se encantar com Charlie Brown e sua turma? Baseado nos quadrinhos do colunista estadunidense Charles Schultz, o desenho animado Peanuts foi um marco na infância de muitos, um desenho com simplicidade, com personagens únicos e uma inocência inigualável. Mas depois que Schultz faleceu ninguém continuou criando suas histórias.

Tudo isso mudou quando em 2007, Craig Schulz e Bryan Schulz, respectivamente filho e neto de Charles, decidiram que era hora de continuar a obra, iniciando a produção deste filme cuja estreia, nos Estados Unidos, coincidiu com os 65 anos da publicação da primeira tira dos personagens de Schulz e o 50º aniversário do primeiro especial para a TV. Aqui no Brasil estreou dia 15 de janeiro e teve uma bilheteria incrivelmente assustadora de tão boa que foi.


A história é bem fofinha. Num belo dia de neve chega na cidade uma nova criança, a Garotinha Ruiva (sim, esse era o nome dela). Charlie Brown logo se apaixona pela jovem, só que ao mesmo tempo não se acha bom suficiente para estar ao seu lado, mesmo assim tenta chamar sua atenção. No mundo paralelo da imaginação, Snoopy e Woodstock (imagem á direita) têm sua trama, que envolvem as batalhas aéreas e outras aventuras, uma mistura de sonho e realidade.


O longa é bonitinho, não tem uma história mirabolante, nem uma superprodução. O único problema mesmo é que deixou aquele sentimento de que está faltando algo novo, parece que o diretor Steve Martino não mergulhou de cabeça no mundo infantil, tornando a obra superficial. 

O diferencial do filme é que ele consegue nos trazer muito mais do que uma mera história de um cachorro apaixonado e, no fim das contas, cria um fundo emocional que é simples mas nos deixa emocionados.

Um pequeno detalhe transformou o desenho em algo especial, a utilização de olhos 2D nos personagem, já a nostalgia se liga muito bem com a tecnologia do 3D feito por computação gráfica. Mas é a simplicidade que encanta mesmo, difícil não abrir um sorriso. Para os adultos, aquele momento de nostalgia; para as crianças, aquela chance de entrar em contato com um mundo diferente e divertido. Vale a pena!


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