sábado, 23 de abril de 2016

Na Rede: Entrevista ao Holofote Virtual

Na terça, 19, o blog paraense Holofote Virtual noticiou a Oficina de Cinema Independente que realizo em Belém a partir do dia 25 (saiba mais aqui). Foi o pretexto para a responsável pelo blog, a jornalista e cineasta Luciana Medeiros me entrevistar, indo além do óbvio, o que me motivou a publicar aqui a parte do post original que traz o nosso papo. Apreciem. 

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Holofote Virtual: Eu sabia da tua veia para o jornalismo cultural, mas é novidade tua incursão no audiovisual. Quantos e quais filmes você já fez até o momento?

Fábio Gomes: Eu fiz até o momento seis curtas, sendo cinco deles, da série 'As Tias do Marabaixo' e um outro intitulado "Você é África, Você é Linda", realizado durante a Oficina de Cinema Independente que ministrei na Bahia, na cidade de Jequié. O tema deste é o empoderamento das pessoas negras através do ato de assumir o cabelo cacheado/crespo e uso de turbantes. Vou exibir alguns deles durante a Oficina. 

Holofote Virtual: Você ainda escreve com assiduidade os seus blogs, como está indo este projeto?

Fábio Gomes: Continuo com os blogs Som do Norte e Jornalismo Cultural, além de colaborar com o Digestivo Cultural e publicar artigos no LinkedIn. O Som do Norte já não publica agenda de eventos, hoje a informação sobre isso circula mais nas redes sociais e não tanto em sites/blogs. 

O foco da página então tem sido os lançamentos de EPs, eventualmente resenhas de shows e principalmente entrevistas, em especial as da série 'Café com Tapioca' (conversas breves com artistas que estejam lançando single, EP ou clipe). Aproveito para te dizer uma novidade em primeira mão: estamos nos preparando para postar entrevistas do 'Café com Tapioca', em vídeo! 

Holofote Virtual: Como tem sido a vivência cultural em Macapá?

Fábio Gomes: Viver em Macapá me proporcionou realizar este projeto de preservação e divulgação da memória cultural que é 'As Tias do Marabaixo'. O Marabaixo é uma dança de matriz africana, a principal manifestação cultural nascida no Amapá, e é uma grande alegria para mim poder ajudar a divulgá-la para outros estados. 

Na medida do possível, acompanho sempre a movimentação cultural da cidade, em especial shows e eventos literários. Macapá conta com inúmeros artistas de talento, alguns de projeção nacional como a cantora Patrícia Bastos.  

Holofote Virtual: E como é o movimento de cinema na cidade? Você já está bem inserido neste contexto? Qual seu olhar sobre isso?

Fábio Gomes: A cena de cinema de Macapá tem prosperado desde a realização do primeiro FIM (Festival Imagem- Movimento), em 2004. O Festival gerou a criação de um Clube de Cinema, que atualmente realiza encontros regulares no Espaço Caos. Também são frequentes as exibições especiais de mostras itinerantes através de projetos do próprio FIM ou de entidades como o SESC.

Mesmo a área da exibição comercial tem registrado uma expansão, com a abertura de cinemas em um shopping center e a ampliação do espaço dedicado ao cinema em outro (que possuía apenas uma sala e hoje conta com um multiplex). Mais espaços de exibição sempre resultam em ampliação do público e no aumento do número de pessoas interessadas em produzir cinema. 

Entre as produções, destaco uma que ainda está em fase de filmagem, o documentário “Mazagão: mito, memória e migração”, uma parceria entre a Castanha Filmes, do Amapá, e o Espaço Cinema, de Porto Velho, sobre a história do município de Mazagão, com filmagens no Brasil e no Marrocos; o filme foi viabilizado por ter sido aprovado em edital do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) da Ancine.

Foto do curta Tia Biló (2015), de Fábio Gomes
Holofote Virtual: E com Belém, como andam as suas conexões?

Fábio Gomes: Já morei em Belém, e a considero uma das quatro cidades onde eu me sinto em casa (as outras três são Porto Alegre, onde nasci e morei mais tempo; São Paulo, a cidade para onde fui mais vezes na vida; e, naturalmente, Macapá, onde moro). Acompanho sempre a cena cultural de Belém, que é muito pujante, sempre com muitos eventos, sejam shows, festivais, filmes, peças ou exposições. Sempre apoio shows e lançamentos de artistas (o mais recente foi o EP 'Filho de Gal', da cantora Liège).

Desde a criação do Som do Norte, em 2009, os artistas de Belém têm sido os mais destacados no blog. Sendo Belém a capital mais próxima de Macapá, fica também muito fácil poder vir para algum evento aqui a qualquer momento, mas independente disto reservo todo ano um período mais longo para estar aqui.

Minha atual temporada na cidade está sendo de dois meses, até metade de maio, onde além de ministrar a Oficina estou realizando ensaios fotográficos a valores promocionais dentro da Campanha Vamos Sonhar Juntos (link no Facebook -https://www.facebook.com/groups/VamosSonharJuntos), cuja arrecadação irá custear a edição do livro de fotos sobre 'As Tias do Marabaixo'.

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