domingo, 15 de maio de 2016

Opinião Cinema: Capitão América: Guerra Civil

Por Bianca Oliveira,
do Rio de Janeiro



Dirigido pelos irmãos Joe e Anthony Russo, Capitão América: Guerra Civil deveria ser só a continuação de Capitão América 2: O Soldado Invernal  (2014), só que ele vai muito além disso. Ele se transformou em um enorme evento cinematográfico, todo mundo estava ansioso pela estreia, escolhendo seu lado e tudo o mais, afinal, no mesmo filme teríamos o Capitão América, Homem de Ferro, Homem-Aranha, Homem-Formiga e muitos outros. Eu sei que parece até piada, algo surreal, mas foi real e foi incrível, garanto que é a produção mais madura da Marvel, o filme mais bem produzido (prometo que vou tentar não dar spoiler).

O filme está na pós-Era de Ultron (sim, para entender esse filme você tem que assistir pelo menos o 2° do Capitão e o Vingadores: Era de Ultron) todos estão abalados após o rastro de destruição que o supergrupo deixou tentando salvar o mundo, o que leva os políticos a criar o Tratado de Sokóvia, que regulamenta todos os que tenham superpoderes. Sendo assim, os heróis se dividem, Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans) é o líder do grupo que é contra o tratado e Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) é o líder do grupo a favor, não há um lado certo, cada um tem seu motivo. Steve acredita no anonimato, ele sabe que é melhor trabalhar sem depender das vontades políticas, enquanto Stark se sente culpado pelo que aconteceu no passado, quando viu uma criação sua quase causar a destruição o mundo e ele está nitidamente cansado disso. E desse jeito vemos cada herói de uma forma diferente, o bad boy está seguindo as regras e o mais patriota possível, o cara todo certinho, virou um fora da lei!

O longa tem um ritmo intenso, parece mais um capítulo de série que um filme, e é dessa forma que os irmãos Russo estão sabiamente nos prendendo. Desde o começo há diálogos e muitas cenas de ação e perseguição que deixam nossos corações apertados, a tensão vai aumentando gradualmente, tudo isso é muito empolgante. Mas não é só ação não, tem um fundo político importante, abre espaço para debates dramáticos sobre o que é certo e errado, sobre responsabilidades, consegue tratar sobre vingança de uma forma realista e dolorosa também e ainda tem aquela quebra maravilhosa com um toque de humor.

Outro ponto que conta e muito é em como foi introduzido a história os novos heróis, foi de uma forma sutil, que ajudou a manter o interesse do público. Homem-Aranha (Tom Holland)(todos estavam ansiosos para vê-lo que eu sei) entra para o grupo com sua língua solta, trazendo humor e aliviando a tensão toda (pareceu que era só uma amostra do que está por vir em seu filme solo previsto para julho de 2017). 

E o que falar de Pantera Negra (Chadwick Boseman)? Nada de muita explicação, em uma cena já conseguimos entender todas as questões, tudo foi construído cuidadosamente, menos blablablá e mais ação. Sim, tantos heróis em um só filme fica difícil para nosso pequeno coração.

Guerra Civil é diferente de tudo que já vimos,  a questão central do filme é que não existe um grande vilão, é estranho ver personagens que amamos brigando,  serem procurados ou estarem presos. Mas ao mesmo tempo nós conseguimos vê-los de uma forma mais humana, não eram inimigos lutando, vimos na nossa frente uma família desmoronando, amigos, possíveis paixões se distanciarem, foi dolorido também de ver. Só que tudo isso aumenta as expectativas para os próximos da franquia que estão por vir, tenho absoluta certeza que Os Vingadores nunca mais serão os mesmos.






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