quarta-feira, 23 de maio de 2018

Opinião Cinema: Os Vingadores: Guerra Infinita

Por Bianca Oliveira,
de Macapá



Quem acompanha minhas críticas aqui no blog, sabe que as minhas maiores reclamações sobre os longas da Marvel são relacionadas aos vilões rasos, que só servem para alavancar os heróis. Mas, meu irmão, isso está mudando! Primeiro com Killmonger de Pantera Negra, e agora em Os Vingadores: Guerra Infinita (calma! Eu sei que Loki foi extremamente importante também). Nesse filmezinho lindo nós somos puxados pelo vilão, sentimos a dor dele e até entendemos as suas escolhas. Aliás, esse é o maior diferencial do filme e é - também - o responsável por ele ter uma das maiores bilheterias da história (foi o primeiro filme a arrecadar 1 bilhão de dólares em apenas 11 dias!).



É difícil fazer um resumo para vocês, tudo acontece muito rápido! O filme já começa com a cidade de Thor (Chris Hemsworth) sendo dizimada por Thanos (Josh Brolin); Loki (Tom Hiddleston) e Hulk (Mark Ruffalo) tentam ajudar mas acabam falhando. Isso faz com que o alter ego do Hulk, Bruce Banner, reúna os Vingadores - ou ao menos tentar reunir. A verdade é que há mortes, há dor e há destruição; o longa já tem um início sombrio, ele é todo subdividido em mundos, cada Vingador na sua própria missão em que o único objetivo é impedir Thanos de conseguir as jóias do infinito.

Não sei vocês, mas eu fiquei o tempo todo me perguntando: como seria possível reunir tantos heróis em uma única produção? Será que não ficaria confuso? A verdade é que não ficou! Os irmãos Joe e Anthony Russo conseguiram alinhar mundos distintos, sem deixar que o ritmo fosse prejudicado. Os Guardiões da Galáxia encaixam como uma luva no mundo de Thor, enquanto o time “terrestre” é bem representado por Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Homem-Aranha (Tom Holland) e Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch); e o universo Wakanda, cara!... Chega a arrepiar. As cenas de ação, apesar de ficarem escuras, são lindas e não posso deixar de falar dos papéis femininos – a união feminina me fez pular de emoção.

A direção é incrível, a sonoplastia e trilha sonora idem, porém o que chama atenção mesmo é o roteiro de Stephen McFeely e Christopher Markus. O que falar de Thanos? Como posso explicar, para vocês, que na metade do filme eu já queria dar um abraço nele? Ele é carismático, tem um peso emocional muito forte - principalmente por causa da relação com a Gamora (Zoe Saldana) - essa humanização é que é o grande triunfo da Marvel. Thanos não é um vilão que quer destruir a Humanidade por prazer, ele é utópico, do jeito dele, ele acredita que aquilo é o melhor para todos. Nós entramos no mundo dele, até entendemos suas razões. Esse é o grande diferencial do longa, finalmente temos um antagonista completo, alguém que tenha uma história para nos contar. Para mim, esse é o filme que mais tem carga emocional da Marvel, é intenso do começo ao fim. Os riscos são evidentes, nós não somos enrolados, ele parte logo para a ação, pois aquele evento tem urgência.



É tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, porém, ainda assim queremos mais, mais e mais. A transformação de Thor é incrível, o "trio terrestre" tem uma ótima sincronia; uma das peças chaves é a relação entre a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e o Visão (Paul Bettany). O lado ruim é que com tanta informação Capitão América (Chris Evans), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Pantera Negra (Chadwick Boseman) foram os que ficaram mais apagados.

Sei que num filme como este há muito mais a destacar, então fiquem à vontade para ampliar esta lista nos comentários!







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