terça-feira, 21 de agosto de 2018

Opinião Cinema: Jurassic World: Reino Ameaçado

Por Bianca Oliveira,
de Macapá




Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros, que Steven Spielberg lançou em 1993, se tornou um verdadeiro marco no cinema mundial, ocupando atualmente o 27º lugar na lista das maiores bilheterias de todos os tempos. Sua arrecadação recorde na época motivou a produção de quatro sequências: The Lost World: Jurassic Park (1997), Jurassic Park 3 (2001), Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros (2015) e agora este Jurassic World: Reino Ameaçado

A história começa três anos depois que o parque foi destruído pelos dinossauros no filme anterior. Essas criaturas - que sobreviveram mesmo após a ilha Nublar ter sido abandonada – estão com risco de extinção novamente, pois um vulcão está prestes a entrar em erupção na ilha. Para salvar os dinossauros, Owen (Cris Pratt) e Claire (Bryce Dallas Howard) voltam ao local, porém as coisas nem sempre são como planejamos e aí ocorre uma grande reviravolta no filme.



O roteiro da dupla Colin Trevorrow e Derek Connolly é preguiçoso. Os vilões são estereotipados, os personagens mal construídos, os temas são iguais aos dos filmes antigos, tudo soa batido, temos aquela sensação de que já vimos aquilo em cena.

Ainda bem que Reino Ameaçado tem como grande trunfo o diretor Juan Antonio Bayoná. Ele consegue transmitir um senso de iminente perigo com a manipulação de sombras e luzes. Diferente dos outros da franquia, nesse longa temos um tom mais próximo do horror e do medo, não é mais uma aventura, agora é suspense, há morte do início ao fim - não aquela morte nítida, escancarada, mas aquela que você percebe pela estética, pela movimentação. Isso tudo graças à direção e também pela fotografia de Oscar Faura, pela montagem dinâmica de Bernat Vilaplana e até pela trilha sonora de Michael Giacchino. São os detalhes que fazem a diferença aqui. Chris Pratt continua bem como Owen e Bryce finalmente incorporou a Claire; a sua atuação melhora 100%, a personagem dessa vez é mais humana, amável e está sem saltos (risos). 



O filme no geral não é ruim, mas também não é bom, está faltando uma conciliação maior entre direção e roteiro. Quem sabe no próximo isso aconteça. 

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