sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Opinião Cinema: Os Incríveis 2


Por Bianca Oliveira,
de Macapá



Os Incríveis 2 retoma a história do mesmo ponto que parou o primeiro filme em 2004: no estacionamento com o ataque do Escavador. O mundo ainda condena os super-heróis, por causa das diferenças e pelo rastro de destruição que eles deixam durante as batalhas; dessa forma, a família Pêra é obrigada a ter um emprego comum e uma vida entediante. Tudo muda quando os multimilionários Winston e Evelyn Deavor resolvem influenciar a opinião pública e derrubar a lei que proíbe os heróis de usarem os seus poderes. E adivinhem quem é escolhida para isso? Nada mais, nada menos que a Mulher-Elástica. E o Sr Incrível? Para ele fica a missão de assumir a casa e a família.

Escrito e dirigido por Brad Bird, Os Incríveis 2 traz à tona questões importantes sobre gênero, sonhos e desejos. Vemos que o homem deve dividir as tarefas domésticas com a esposa, e que o papel de dona-de-casa, atribuído à mulher, é tão louvável e difícil quanto salvar o mundo. Tudo é questão de meio-termo, onde um pode cooperar com o outro; isso é visto não só na relação entre esposa/marido, mas com os irmãos milionários e até com as crianças Violeta e Flecha. O vilão é potencialmente perigoso e bastante atual: nós somos iludidos facilmente por telas, ficamos tão vidrados que esquecemos do mundo lá fora. O que é mais atual que isso?

As lições estão lá e são equilibradas com as cenas de ação e de humor – como falar da maravilhosa cena do Zezé lutando com o Guaxinim? Tudo tem uma harmonia, o roteiro comete algumas falhas, inclusive as mesmas falhas do primeiro filme – parece até proposital, né? Aliás, tem muita coisa de 2004 e isso é maravilhoso! O que é bom ficou, e a animação foi a que mais evoluiu. Cada textura se sobressai, os tecidos das roupas são bem realistas, e torna-se quase palpável a pele, o cabelo, a água. A experiência é real, mesmo sendo uma animação.

É muito bom ver essa família, que tanto amamos, em cena de novo. Os adultos ficam saudosistas, as crianças entram no mundo novo, no fim todo mundo ganha. Já quero o 3 logo, tomara que não precisemos esperar mais 14 anos.



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